Geral

Mário Celso anuncia nova ação bilionária contra Irmãos Batista

“A ação da Florestal vai ser a derradeira pedrada”, afirma o empresário.

Redação - Hoje Mais Andradina
20/12/19 às 11h25
Mário Celso afirma que teve os mesmo projuízos que os fundos de pensões no caso da Florestal (Foto: Cleber Carvalho)

Em exclusiva a equipe do Hoje Mais Andradina, o empresário Mário Celso Lopes anunciou uma nova ação bilionária contra a J&F, grupo dos Irmãos Batista (Wesley e Joesley).   “A ação da Florestal vai ser a derradeira pedrada”, afirma.

Segundo Mário Celso as recentes ações contra a J&F apontam já demonstraram que a decisão de incorporação da Florestal aconteceram sem a sua anuência o que lhe prejuízos que baixaram sua participação societária na empresa Eldorado e também causaram prejuízos aos fundos de pensão.

“Meus prejuízos no tocante a empresa Florestal foram devastadores. Eu tinha 24,5% assim como os fundos de pensão. Através das manobras da J&F os meus 24,5% viraram 8% assim como as fundações. Então eu tive o mesmo prejuízo dos fundos de pensão”, dispara Mário Celso.

No caso da Florestal, a empresa foi constituida no escritório do empresário em Andradina e a J&F entrou depois. “O que busco hoje na Justiça é o direito de indenização similar ao que está ocorrendo com os fundos de pensão por terem sido reduzidos de 24,5% para 8% em suas cotas. cada um. A justiça já está reconhecendo uma indenização bilionária aos fundos,|pelo mesmo fato. Pela mesma fraude e pela mesma forma de agir da J&F. Eu também sofri os mesmos danos e prejuízos”, afirma o empresário.

No momento atual, Mário Celso figura entre os denunciados pela  força-tarefa da Operação Greenfield, especificamente sobre a incorporação da Florestal à Eldorado. Mário afirma que a Justiça, nestas ações, vai por uma luz sobre a verdade destes fatos.

Denúncias

No mês passado  o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara de Justiça Federal de Brasília, aceitou denúncia apresentada feita pela força-tarefa da Operação Greenfield sobre fraudes em fundos de pensão envolvendo empresas de Joesley Batista. Com isso, 14 pessoas foram tornadas réus por causarem prejuízos bilionários à Petros e à Funcef.

Na denúncia é revelada a existência  um esquema articulado entre 2009 e 2015, em meio a aportes de capital dos fundos de pensão no FIP Florestal – cujos principais participantes eram Joesley e Mario Celso Lopes. A força tarefa aponta para possibilidade de ter havido “negociação” para que a Florestal S/A fosse incorporada pela Eldorado S/A, também pertencente aos dois empresários.

Propinas

O relatório do caso aponta que somente em propinas para “financiar as manobras”, foram pagos quase R$ 30 milhões. Para dissimular a natureza das movimentações, Joesley utilizou a emissão de notas fiscais frias, fez transferências bancárias, deu um apartamento em Nova York, usou offshores e também chegou a entregar dinheiro em espécie.

Os supostos crimes teriam proporcionado aos empresários denunciados “o controle de uma nova grande empresa sem precisar ter realizado o investimento condizente com o valor de tal empresa”.

O litígio entre a MCL Investimentos e a J&F, mostram que Mário Celso vendeu 16,72% que restaram de suas ações a R$ 300 milhões e a diluição de seu capital acionário nunca foi pago. A J&F questiona e está realizando uma campanha na mídia contradizendo a versão de Mário Celso.

(Imagem ilustrativa)
LEIA TAMBÉM
irmãos Batista (Wesley e Joesley) (YouTube)

O esquema Eldorado  

Após a incorporação da Florestal, a Eldorado  conseguiu o porte necessário para conseguir junto a ao FGTS e Caixa (entre outros bancos), financiamentos e empréstimos que permitiram alavancar ainda mais o valor da Eldorado, gerando a empresa que hoje é uma das líderes do mercado de celulose no Brasil”.

A venda da empresa

Mais tarde a J&F teria vendido a totalidade da Eldorado Brasil, com a Florestal já incorporada fopi vendida em sua totalidade a  holandesa Paper Excellence, , controlada pelo bilionário de origem indonésia Jackson Widjaja, por cerca da R$ 15 bi, mas ainda não entregou R$ 50,6% das ações. No mês passado a CA Investment, que representa a Paper Excellence no Brasil, informou ter cumprido uma determinação do tribunal arbitral da Internacional Chamber of Commerce (ICC), depositando 11,2 bilhões de reais como garantia de que tem condições de honrar a sua parte no acordo de compra da fatia de 50,6% da Eldorado que ainda está nas mãos da J&F.

A compra foi fechada em setembro de 2017 mas aconteceria em etapas. Em 2018 a multinacional finalizou a compra de uma fatia de 49,4% e depois disso a conclusão da compra empacou e a J&F é acusada de dificultar a entrega do restante da empresa.

O processo corre em sigilo e ainda deve demorar um ano para terminar. A única novidade é a perda do controle acionário da J&F em tutela antecipada pela Justiça do Mato Grosso do Sul que garante direto de voto de Mário Celso em proporção a 8,24% que foram subtraídos da J&F, em decorrência das perdas do empresário quando da incorporação da Florestal. Mário, caso vença na Justiça, admite negociar suas ações com a Paper Excellence.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Andradina SP
Franqueado:
FLAVIA REGINA DE AVELAR GOMES 25180990858
14.225.543/0001-11
Editor responsável:
Flavia Gomes Mtb 8.016/MG
Email: ointeriorfala@gmail.com
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.