O esquema Eldorado
Após a incorporação da Florestal, a Eldorado conseguiu o porte necessário para conseguir junto a ao FGTS e Caixa (entre outros bancos), financiamentos e empréstimos que permitiram alavancar ainda mais o valor da Eldorado, gerando a empresa que hoje é uma das líderes do mercado de celulose no Brasil”.
A venda da empresa
Mais tarde a J&F teria vendido a totalidade da Eldorado Brasil, com a Florestal já incorporada fopi vendida em sua totalidade a holandesa Paper Excellence, , controlada pelo bilionário de origem indonésia Jackson Widjaja, por cerca da R$ 15 bi, mas ainda não entregou R$ 50,6% das ações. No mês passado a CA Investment, que representa a Paper Excellence no Brasil, informou ter cumprido uma determinação do tribunal arbitral da Internacional Chamber of Commerce (ICC), depositando 11,2 bilhões de reais como garantia de que tem condições de honrar a sua parte no acordo de compra da fatia de 50,6% da Eldorado que ainda está nas mãos da J&F.
A compra foi fechada em setembro de 2017 mas aconteceria em etapas. Em 2018 a multinacional finalizou a compra de uma fatia de 49,4% e depois disso a conclusão da compra empacou e a J&F é acusada de dificultar a entrega do restante da empresa.
O processo corre em sigilo e ainda deve demorar um ano para terminar. A única novidade é a perda do controle acionário da J&F em tutela antecipada pela Justiça do Mato Grosso do Sul que garante direto de voto de Mário Celso em proporção a 8,24% que foram subtraídos da J&F, em decorrência das perdas do empresário quando da incorporação da Florestal. Mário, caso vença na Justiça, admite negociar suas ações com a Paper Excellence.
