Nos últimos 30 anos o Brasil tem avançado na modernização do processo de colheita de cana-de-açúcar, com adoção de novas técnicas e tecnologias. E essa mudança foi a principal responsável pela redução de 72,8% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) de 2016, em relação à 2010. Antes dessa modernização, a colheita da cana-de-açúcar era realizada de forma manual e depois as áreas de cultivo eram queimadas.
Os dados fazem parte do Inventário Nacional de Emissões e Remoções de GEE, um dos componentes da Quarta Comunicação Nacional do Brasil à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), coordenou a elaboração do documento enviado à UNFCCC em dezembro de 2020.
De acordo com Luiz Carlos Dalben, que é diretor da Associação dos Plantadores de Cana do Médio Tietê (Ascana), a colheita mecanizada que está sendo inserida no Brasil há alguns anos ajudou a eliminar muitos problemas que existiam na colheita manual de cana queimada e trouxe benefícios aos trabalhadores.
“O trabalhador passou a operar máquinas ou colhedoras de cana. O benefício a nível de queima é que nós tivemos a não emissão de gases de efeito estufa com a eliminação da queima. O benefício a nível de custo, é que a colheita mecanizada é mais barata do que o custo da colheita manual”, explicou Dalben.
