Apesar da crise provocada pela pandemia do coronavírus, o transporte de presos entre Penitenciárias do Estado não parou. Mesmo com o decreto de situação de quarentena editado pelo governador João Dória Jr, os presos continuam sendo transferidos de lá para cá entre as penitenciárias do Estado, o que vem causando um clima de temor nos agentes.
Em contato com a redação de Hoje Mais Andradina, alguns agentes questionaram a validade de se manter a suspensão das visitas, para que o vírus não se alastre no interior das penitenciárias e manter o sistema de transporte de detentos, que expõe um grande número de policias e agentes durante a logística.
“Não é só acompanhar o preso. Quando ele chega ou sai de uma penitenciária passa por revista pessoal, então além de poder carregar o vírus de um local para o, outro, agentes e policiais podem estar levando o vírus para a casa”, argumentou um agente que preferiu não se identificar.
Os “bondes”, como são popularmente conhecidos o sistema de transporte de presos, são realizados com carros e ônibus e são acompanhados por um grande efetivo de policiais com itinerários distribuídos entre todas as unidades prisionais do Estado.
Os carros tem a capacidade mínima para seis pessoas presas, mas também existem modelos para 44, 32 e 20 presos.