A CNBB- Conferência Nacional dos Bispos do Brasil recomendou que em todas dioceses e paróquias, o “Grito dos Excluídos” desse ano na Semana da Pátria, seja para rezar pelo Brasil, e refletir sobre o lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”. O Grito chega à sua 23ª edição.
Mais do que uma articulação, é um processo que tem com ponto máximo a Semana da Pátria, mais especificamente o Dia 7 de Setembro – Dia da Independência do Brasil.
A proposta não só questiona os padrões de independência do povo brasileiro, mas ajuda na reflexão para um Brasil que se quer cada vez melhor e mais justo para todos os cidadãos e cidadãs. Assim, é um espaço aberto para denúncias sobre as mais variadas formas de exclusão.
Rosilene Wansetto, que integra a coordenação nacional da articulação, o chamado do Grito deste ano é um chamado para defender os direitos sociais ameaçados por este governo, ilegítimo e golpista, que está promovendo um verdadeiro desmonte de todas as conquistas históricas do povo brasileiro, conquistas em diversas áreas, previdência, trabalho, assistência, educação. “Quando nossos direitos estão sendo atacados devemos nos perguntar quem ganha com essas reformas. O Grito deseja convocar a todos e todas a lutarem, defender os direitos e ao mesmo tempo a democracia, também ameaçada por esta forma de governar que privilegia as elites”, afirmou.
O pároco Sebastião Gonçalves e o vigário Silvio Santos disseram que todos os cristãos que se preocupam com essa situação de incertezas no Brasil e que pretendem pedir a ajuda de Deus para enfrentar os problemas, estão convidados para a celebração da Missa e do Grito dos Excluídos nessa quarta-feira na igreja matriz.