Mais uma família chora pela perda de um ente querido. Era uma simples infecção de ouvido e acabou levando a morte da professora Mônica da Conceição Cunha.
Segundo áudio do marido de Mônica que circula pelas redes sociais, na quinta-feira passada (dia 25), ela estava com dor de ouvido, e já tinha feito uma limpeza e na sexta o outro ouvido começou a doer, estava tomando remédio para infecção e para a dor. No sábado doía ainda, domingo ela estava boa, e na segunda-feira (29) ela começou a falar enrolado, mas com movimento normal. Então, ela e o marido foram até a Policlínica, atual UPA, ficaram aguardando, quando a saturação dela caiu, entubaram ela e transferiram para a UTI. Até então, a família esperava que antibióticos que dariam na UTI fizessem efeito melhor no combate a infecção do ouvido.
Por volta das 10h da manhã a família foi informada de que ela estava com sintomas de AVC. A tomografia foi feita só as 22h, 12 horas depois de o médico ter avisado a família da suspeita de AVC.
E na manhã desta terça-feira (30), enquanto a família esperava a hora da visita na UTI foi informado de que ela teve seis paradas cardiorrespiratórias e não resistiu, que tinha tido trombose.
A família fica com a dor, filhos sem a mãe e todos inconformados da situação em que a saúde de Andradina nos últimos anos. Morte, atrás de morte sem explicação plausível, demora no atendimento, falta de diagnóstico, enfim, a professora Mônica agora é mais uma na estatística de que a Saúde de Andradina está de mal a pior. A pergunta que fica é: Quantos mais precisarão morrer para que algo realmente seja feito?
