ORIGEM
Nascida em uma comunidade rural em Birigui (SP), ela chegou em Andradina ainda criança para se instalar no bairro de Planalto, em 1950. Filha do imigrante japonês Shinji Inoue e Tikae Inoue, ela é a mais velha de seis irmãos, três homens e três mulheres.
Na propriedade da família Inoue, a vida na lavoura era dividida entre avós paternos, pais, tios e tias ainda solteiros. A família buscava escrever o seu futuro e apostava no trabalho conjunto com o plantio de culturas como o arroz, algodão, milho, amendoim, feijão e administravam uma pequena empresa de beneficiamento e polimento de arroz com produção de farelo para ração animal. Na década de 60 passaram para o ramo de avicultura e chegaram a produzir 100 mil ovos por dia.
Ela estudou em escola pública. O início foi muito difícil, pois tinha que praticar o português na escola, pois no seio da família todos usavam a língua japonesa. Determinada, Tamiko já entrou no primeiro ano sabendo ler e escrever. Ela tinha objetivos desde cedo e eles passavam pela Educação. “Tínhamos dentro de nós, todos os sonhos do mundo e por isso nos empenhávamos nos estudos e no trabalho na tentativa de reunir e melhorar as condições materiais e tudo o mais que fosse necessário para a realização dos nossos sonhos”, diz.
No período fora da escola, Tamiko trabalhou duro, aprendeu corte e costura e ainda dirigia uma Perua Rural Willys.
Assim ela seguiu estudando, queria ser professora e concluiu o curso de Licenciatura em Letras pelas Faculdades Integradas Rui Barbosa. Seu pai faleceu meses antes da formatura. A vida mudava e Tamiko seguiu seus planos, mesmo que com mais obrigações.
Ela começou a dar aulas em 1970, em Planalto depois passou em Concurso Público para a Escola Estadual Antonieta Bim Storti de Murutinga do Sul. Ela já havia passado em dois concursos para Diretor de Escola, mas não se motivava a deixar as salas de aula. Em 1989, foi novamente aprovada em mais um concurso para diretora e acabou aceitando a direção da Escola Estadual Sara Beatriz de Freitas, na Terceira Aliança, em Mirandópolis.
Um ano depois, em 1991, Tamiko atendeu a um convite da professora Áurea Calestini Rodrigues Martinho, na época Dirigente de Ensino de Andradina para implantar uma Escola Técnica Agrícola que hoje evoluiu para a ETEC Sebastiana Augusta de Moraes, vinculada ao Centro Paula Souza.
“Estávamos criando uma escola a partir do nada. Não tínhamos prédio e nem se quer uma área para construir a estrutura para iniciar o curso técnico em Agropecuária”, lembra Tamiko.
Das primeiras salas construídas em 1992, até a grande estrutura existente hoje, Tamiko permaneceu ativa frente à escola até julho de 2004. Foram 14 anos na direção da escola até ocupar o cargo de Secretária Municipal de Educação.
