Estamos falando da doutoranda Cássia Regina de Avelar Gomes, encontrou na melinocupultura uma grande paixão. O entusiasmo com que ela fala sobre as abelhas é impressionante, dá vontade de virar uma criadora de abelhas. Cássia chegou a criar uma equipe para fazer o resgate urbano de abelhas. Para isso, ela conta com apoio incondicional da médica veterinária Tainá Angélica de Lima Freitas mestranda em zootecnia e Mariana Avelar Gomes Silva, estudante do Colégio Anglo.
Um planeta sem abelhas será um monte de terra sem vida, a importância desse polinizador já foi retratada em diversos artigos, mas quem mora em Andradina não precisa ir buscar informações tão longe. Na cidade, três mulheres são especialistas em abelhas. Tudo começou com a paixão da zootecnista e professora Cássia Gomes, membro da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas. “Elas são insetos magníficos”, salienta.
Sua paixão supera até mesmo o risco de uma ferroada, já que ela é alérgica a picada de abelhas. “É complicado, mas para resgatar uma colmeia temos que correr riscos”, assegura ela que já teve que tomar por diversas vezes antialérgicos.
Cássia, Tainá e Mariana formam a equipe de resgate urbano de abelhas. “A princípio fiz um projeto com a FEA, montamos e iniciamos o resgate dando total apoio ao Corpo de Bombeiros, inclusive com mais um membro da equipe do médico veterinário Edilson Oliveira”. Eles instalaram caixas de abelhas sem ferrão na entrada do Shopping de Andradina. “Temos que conscientizar as pessoas da importância deste inseto”, assegura.
“A professora é minha incentivadora”, contaTainá que tem maior carinho pelo projeto que elas vem tentando fazer na cidade. “Comecei a me interessar por abelhas por causa da minha mãe, ela explicava tudo, elas tem pelos nas patas traseiras, temos que fazer isca e isso foi aguçando minha curiosidade, ao ponto de eu pedir para ajudar e assim, fui retirando mel das caixas, depois ajudando na transferência das iscas e hoje, vou junto fazer resgate”, informa Mariana.
E, a paixão faz com que elas vão aos poucos ajudando este importante polinizador a sobreviver, já que seu habitat natural foi tomado pelas plantações e eles invadem a cidade. Mas, como nem tudo vive só de brisa, elas precisam de muito mais do que a vontade, de apoio financeiro para fazer com que o projeto possa realmente transformar a cidade em que vivem.
