Assim, Candice e Fábio vieram para mais perto de sua família e aqui, constituíram a sua. No nascimento da primogênita, Pietra, hoje com 15 anos, Candice teve uma das maiores provas de fé e luta de toda sua vida. “Eu aprendi muito com o nascimento da nossa filha, foi um grande marco. A Pietra nasceu prematura, com um quilo, ficou 33 dias entre a vida e a morte. E ali, eu vi muita gente serena e vi que se eu tivesse o estado de espírito em paz nada mais iria me abalar”, afirma. Toda aquela paz que Candice sentia na UTI infantil quando fez sua residência e especialização, a prepararam para o momento que teve que deixar de ser médica para estar como mãe. “Foi um grande marco o que vivi com a chegada da Pietra, mas só vejo as coisas boas de tudo o que nos aconteceu”. Mesmo assim, com todas as marcas de ter tido a filha na UTI, Candice sacudiu a poeira e foi ser feliz com sua família, agora, completa com o caçula nos braços. “O nascimento do Fabinho foi completamente diferente, pude sentir emoções únicas e que me mostraram que a vida é um eterno aprendizado”, assegura.
Com tudo isso, Candice não abre mãe do tempo com a família. “Eu aprendi muito com meus pacientes e com meu pai, de não ter remorso. Baseio muito a minha vida nisso, tento conciliar tudo, meu trabalho e minha família, levo meus filhos pra escola, almoçamos juntos, isso, a ecocardiografia me dá, pois não tem emergência, tudo é com hora marcada, assim, posso cuidar bem de todas as minhas paixões: meus pais, marido, filhos e meu trabalho”.
Além disso, Candice implantou na cidade, há dois anos, o varal solidário. Ela viu em outras cidades e acabou propondo a instalação desse projeto na cidade. “Assumi a linha de frente para esta ação e foi muito gratificante”, conta ela que saiu em 21 de junho de 2018 pelas ruas com colocando os varais solidários. “Digo que os postes nos escolheram, pois não tinha ideia de que cada um tem uma circunferência, então, o que cabia, a gente pregava”, revela em tom de alegria. Assim, durante o frio, os cidadãos penduram roupas ou cobertas para aqueles que não têm possam se esquentar. Ela é assim, intensa em tudo que faz e com certeza se não tivesse criado raízes em Andradina iria ser uma médica sem fronteira e a cidade não teria esse sorriso que ilumina todos a sua volta.
