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É possível, sim!

O povo israelita para chegar hoje ao que é, teve de passar por muitos apuros, dificuldades imensas, para estar na terra que Deus lhes deu.

Pr. João Gilberto - REVISTA FALA! - Artigo
28/04/20 às 09h50
Pr. João Gilberto

O povo israelita para chegar hoje ao que é, teve de passar por muitos apuros, dificuldades imensas, para estar na terra que Deus lhes deu. Diante de tanta dificuldade a primeira ministra de Israel Golda Meir desabafou em certa ocasião: “A Torah diz que nosso povo para ocupar a Terra Prometida, passou por muitas agruras, até que chegou, após quarenta anos de peregrinação no deserto, mas tinha que ser aqui”? Realmente passaram por dois períodos de escravidão que juntos somam 500 anos, e alguns outros períodos menores de domínio estrangeiro, de ameaças de destruição, que acabaram acontecendo em número de três, em 587 a,C, por Nabucodonozor, em 70 D.C, por Tito general romano e, em 135 por Adriano imperador romano. Mas eles se reergueram nas duas primeiras, mas depois desta última não conseguiram até hoje reconstruir o templo. A fidelidade judaica a Yahweh, Jeová, ou mais simplesmente Deus como O conhecemos é impressionante. Aquela parte do Oriente Médio tem a religião, não como algo de fim de semana, mas algo que é a vida deles, respiram devotamento a Deus o tempo todo. Suas coisas são avaliadas a partir do que a Torah diz (*nota: Torah são os 5 primeiros livros da Bíblia) Tenho feito a minha leitura devocional nos livros dos reis de Israel, pois numa comparação rápida, sem muito meditar, chegamos à conclusão que, infelizmente nossos governantes, políticos e agregados em matéria de desentendimentos, nada devem aos monarcas de Israel. Muita gente não consegue entender o porquê? Afinal, Israel não é o povo de Deus? Sim, tranquilamente, pois se não fosse a Guerra dos Seis Dias, teria varrido Israel do mapa. O epitáfio na sepultura da cada rei que morreu, alguns poucos seriam diferentes, os demais são todos iguais. Tenho dito à igreja, que os coveiros já possuíam as placas que identificam cada túmulo já vinha com uma frase: “Fez o que era mal aos olhos do Senhor”, salientando que alguns nem puderam ser sepultados nos túmulos dos reis, por serem tão ruins, como administradores e adoradores de Deus! Mas, nem todos são assim. O rei Josias, mandou reparar o templo, e foram contratados vários pedreiros, e foi arrecadado muito dinheiro para as reformas. Lendo o relato sobre a administração de tal reforma no livro de II Reis 22: 1 – 7, algo me impressionou: “Porém, não precisam prestar contas do dinheiro que lhes for confiado, porque procedem com fidelidade” (v. 7) E eu fiquei pensando, homens pobres, como era a nação, serviço duro, pesado, provavelmente a remuneração não era lá aquela maravilha, e a eles foi entregue o dinheiro para a compra do material da reforma, e, meu coração foi tocado em pensar: “não precisam prestar contas do dinheiro que lhes for confiado”, imagine isso nas mãos dos nossos administradores? Até hoje não teriam reformado porque o dinheiro fatalmente não daria, é um tal de “por baixo do pano”, de superfaturamento, de alta do dólar, do euro, etc. Como eu gostaria de ouvir isso de alguém dos nossos patrícios!

Fiquei pensando: Por que aqueles pedreiros, tendo uma oportunidade de ouro de encher os bolsos, não o fizeram? Há na minha mente duas coisas: a primeira era o templo do seu Senhor, que os tirara da terra da escravidão: O Egito; e esse Deus fiel, não podia ter como Seu povo, raça de infiéis; a segunda coisa que os levou a proceder fielmente, é que amanhã haveria outros trabalhos e, inevitavelmente seriam chamados, jamais lhes faltaria trabalho porque Deus os encaminharia, e mais que tudo: suas famílias jamais passariam necessidades. O que nos falta, é tal consciência, pena que alguns a trancaram no armário e jogaram a chave no rio! Sei que ainda há homens probos, responsáveis, que administram até o menor centavo, que não defraudam ninguém; mas estão escondidos, com medo de entrar contra o dragão da imoralidade, do vício, da bandidagem para tentar consertar, mas diante dos percalços, que alguns bem intencionados, tem passado, preferem permanecer anônimos, protegendo-se de pegar “esse vírus”, mais nefasto que o corona, e perder a moral que conquistaram. Que esse exemplo de uns pedreiros que não tiveram uma placa de prata exaltando o seu feito, sei que Deus não esqueceu deles: “há um memorial escrito diante Dele, para os que temem ao Senhor” (Malaquias 3:16) É possível, sim., obter aprovação de Deus. Um abraço.   

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