Polícia

Caso Luciana Brites Leite: DIG conclui inquérito e aponta cunhada como autora

Cunhada da vítima é indiciada por homicídio qualificado, fraude processual e ocultação de cadáver e seu genro por fraude processual e ocultação de cadáver.

H+ Andradina
19/12/25 às 08h15

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Andradina concluiu o inquérito policial que apurou o desaparecimento e a morte de Luciana Brites Leite, ocorrido em 23 de setembro de 2025. As investigações apontaram que o caso, inicialmente tratado como desaparecimento, trata-se de um homicídio qualificado, seguido de ocultação de cadáver e fraude processual.

Após meses de apurações, com a realização de diligências minuciosas, análises periciais e colheita de diversos depoimentos, duas pessoas foram formalmente indiciadas. T. B. P. G., cunhada da vítima, foi indiciada pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e ocultação de cadáver. Já E. J. A. S. foi indiciado por fraude processual e ocultação de cadáver.

De acordo com a DIG, as investigações revelaram que T. B. P. G. teria agido de forma planejada e com dissimulação, inclusive utilizando terceiros para tentar dificultar o trabalho policial. E. J. A. S., companheiro de uma das filhas da principal investigada, teria colaborado na ocultação de vestígios e na construção de uma narrativa falsa com o objetivo de desviar o curso das investigações.

As circunstâncias do crime indicam que a vítima teria sido previamente dopada com uma substância sedativa, ficando em estado de vulnerabilidade. Em seguida, teria sofrido agressões com um objeto contundente, possivelmente uma pedra, que causaram um grave traumatismo cranioencefálico, resultando em sua morte.

Segundo os elementos colhidos ao longo do inquérito, a motivação do crime estaria relacionada a questões financeiras, envolvendo a ocultação de ilícitos ligados a movimentações bancárias, além de indícios de controle sobre contas da vítima e de seus familiares.

Por decisão judicial, ambos os indiciados encontram-se presos preventivamente, em razão da gravidade dos fatos, da necessidade de garantia da ordem pública, da conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal.

A DIG destacou que a investigação exigiu trabalho contínuo e integrado do delegado responsável e de toda a equipe policial, com o emprego de técnicas investigativas complexas. Esse trabalho permitiu a reconstrução detalhada da dinâmica do crime e levou à localização do corpo da vítima.

 

O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e agora aguarda o oferecimento da denúncia por parte do Ministério Público.

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