Uma mulher foi encontrada em estado debilitado na madrugada de sábado (14), em um imóvel aparentemente abandonado, em Andradina.
A ocorrência foi atendida por policiais após familiares suspeitarem que ela pudesse estar sendo mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro.
De acordo com o registro policial, os policiais foram acionados inicialmente para atender uma ocorrência de desentendimento familiar. Próximo ao local indicado, a mãe da vítima informou que, na verdade, a situação envolvia sua filha, com quem a família não tinha contato desde o início da semana. Ela relatou ainda que havia recebido informações de que a filha teria sido agredida e levada para uma casa abandonada.
Os policiais se dirigiram ao endereço indicado e encontraram o suspeito em frente ao imóvel. Ao entrarem na residência, localizaram a vítima deitada em uma cama, coberta por um lençol e bastante debilitada. Segundo os agentes, ela apresentava lesões aparentes, relatando ter sido agredida com golpes de barra de ferro e afirmando que não conseguia se movimentar. Uma barra de ferro foi encontrada no local e apreendida.
Ainda conforme o relato policial, havia manchas que aparentavam ser de sangue no interior do imóvel. O local foi preservado para perícia, e uma equipe técnica foi acionada para os trabalhos.
Questionado, o homem negou as agressões, afirmando que apenas cuidava da mulher e que ela teria sido agredida por outra pessoa. Ele também alegou que não a levou ao hospital porque a própria vítima não teria querido.
A mãe da vítima contou à polícia que o relacionamento entre a filha e o suspeito durou cerca de três anos e era marcado por conflitos, com relatos anteriores de agressões que não chegaram a ser formalmente registrados. Segundo ela, mesmo após a separação, ocorrida há mais de um ano, o homem continuava a persegui-la. A família passou a procurar pela mulher após dias sem contato e acionou a polícia depois de receber informações sobre o possível paradeiro.
A vítima foi socorrida e encaminhada à unidade de pronto atendimento, onde permanece sob cuidados médicos, impossibilitada de prestar depoimento devido ao estado de saúde.
O suspeito foi conduzido ao plantão policial e permaneceu preso em flagrante. A autoridade policial entendeu que há indícios de cárcere privado e lesão corporal, com base nos depoimentos, no estado em que a vítima foi encontrada e nos demais elementos reunidos durante a ocorrência. O caso segue sob investigação.
