Política

Cancelamento de sessão prejudicou funcionalismo e atrasou obra

Dois projetos importantes deixaram de ser votados durante a interrupção abrupta da 17ª Sessão Ordinária de que seria realizada na noite desta segunda-feira (26).

Andradina - Hugo Leonardo
27/05/14 às 13h02
Platéia dá cartão vermelho para a atitude do presidente da casa (Hugo Leonardo)

Dois projetos importantes deixaram de ser votados durante a interrupção abrupta da 17ª Sessão Ordinária de que seria realizada na noite desta segunda-feira (26). O presidente da Câmara Municipal de Andradina Joaquim Justino da Silva, o Joaquinzão (PSDB) cancelou a sessão do legislativo alegando desordem no auditório da Câmara Municipal fazendo com que toda a Ordem do Dia fosse prejudicada.

Na pauta estavam o projeto de acordo coletivo do funcionalismo público municipal, que prevê reajuste da inflação do período (6,28) mais 1,5% de progressão funcional e ainda o aumento do auxílio alimentação para R$ 270,00. O atrazo nesta votação pode significar que os servidores não recebam os benefícios previsto no projeto já no mês que vem, o que prejudica mais de 1,2 funcionários.

Outro projeto é dos R$ 50 mil para a iluminação do campo da Vila Mineira que deve ser iniciado antes do período eleitoral que se aproxima. A obra também deve ficar na mão por conta da não votação.

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Teria o presidente ameaçado chamar a polícia para expulsar população da Câmara (Hugo Leonardo)

Ringues Populares

A atitude do presidente foi provocada por confrontos com a população presente. No primeiro round Joaquinzão recebeu um “dedo em riste” do líder comunitário Damião Pedro de Queiroz que foi respondido com a ameaça de chamar a polícia para esvaziar o recinto. A atitude do presidente foi seguida de vaias e a sessão foi suspensa  por dez minutos. O que aconteceu após a pausa foi surpreendente.

O clima estava bem mais controlado e o presidente anunciava que a população deveria conter as manifestações no plenário. No primeiro tímido murmúrio o presidente mudou bruscamente de temperamento e cancelou a sessão, deixando a pauta por votar.

O comportamento abrupto reforça a teoria lançadas nas redes sociais de que o cancelamento da sessão foi combinado durante o intervalo entre os vereadores da oposição diante da forte presença popular em apoio ao prefeito de Andradina Jamil Ono (PT) que enfrentaria a votação uma CP – Comissão Processante. Uma depoente na CEI anunciava a “cassação” do prefeito em editoriais carregados de ataques. Desafeto pessoal e política de Jamil, a depoente, que é pré candidata a deputada estadual pelo PSDB, partido do presidente Joaquinzão, malhou o tema na última semana o que levou grupos de populares a se organizar para assistir a sessão, a grande maioria com faixas de apoio ao prefeito e que prometiam cartão vermelho a quem votasse à favor da CP, que estaria sendo motivada por apontamentos de uma Comissão Especial de Inquérito de respeito do contrato com a concessionária de água da cidade. No final os cartões vermelhos foram usados para desaprovar a atitude do presidente da Casa.

Quem esteve presente e queria que a votação acontecesse naquela noite, teme que o temperamental presidente suspenda a presença popular na próxima sessão.

Fato é que o Tribunal de Contas, órgão que tem o rigor técnico necessário para analisar o processo de concessão, já esta atuando nisso o que fazer se temer que a tentativa de CP que promoveria apenas o afastamento para investigações, seja um golpe meramente político.

O secretário de Governo Manoel Messias de Almeida acredita que o momento deveria ser de união política para fixar atual momento de desenvolvimento (Hugo Leonardo)

Governo

Por telefone, a reportagem ouviu o Secretário de governo e Gestão Participativa, Manoel Messias de Almeida que lamenta o ocorrido na noite de ontem e não vê motivos claros para o cancelamento da sessão. Messias explica que, em especial no caso do acordo coletivo, foi uma negociação longa e exaustiva e no final o funcionalismo merecida o respeito de ter o projeto votado a tempo de entrar na folha de pagamento do mês que vem.

“Andradina vive uma fase de grande transformação administrativa que já fizeram com que os últimos cinco anos valessem por 50 e agora, às vésperas de um grande salto para Andradina como o do PAC 2, com mais de R$ 32 milhões de investimentos grupos políticos desprezem o atual momento e ponham em risco o desenvolvimento da cidade”, disse.

Para Messias  o anúncio do maior investimento em infraestrutura que a cidade já viu desde que foi fundada há 76 anos, aliado a mudanças administrativas que estão transformando Andradina em todos os setores deveria ser um momento de convergência política em pro de uma causa maior, e lamenta ações meramente políticas ponham em xeque tudo o que se construiu até agora. ERRATA: A redação do HojeMais vem a público esclarecer a informação veiculada na matéria "Cancelamento de sessão prejudicou funcionalismo e atrasou obra" sobre a autoria da CP que NÃO é de uma depoente na CEI. A depoente que anunciava  a “cassação” do prefeito em editoriais durante a semana NÃO teve participação na formulação do pedido de CP (Comissão Processante), ela é apenas depoente no processo de CEI. Nos desculpamos por quaisquer transtornos que o erro tenha causado.
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