A cerimônia contou com a leitura da mensagem presidencial e reuniu ainda o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que também discursaram. A sessão simboliza a retomada oficial das atividades após o recesso parlamentar, neste ano que deve ser pautado por disputas intensas entre governo e oposição em torno de prioridades políticas e econômicas.
A base aliada ao governo chega ao ano com foco em uma agenda social e trabalhista. Entre os temas considerados prioritários estão a revisão da escala de trabalho 6x1 e a ampliação da isenção do Imposto de Renda. Governistas também pretendem usar indicadores recentes, como a queda do desemprego e o aumento da renda, para reforçar a defesa das políticas adotadas pelo Executivo.
Já a oposição concentra esforços em pautas de cunho político e institucional. As principais bandeiras incluem a defesa de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e a derrubada de vetos presidenciais. O grupo também pretende explorar temas como liberdade econômica, valores conservadores e críticas ao sistema eleitoral, além de recorrer a instrumentos regimentais, como a obstrução, para pressionar o governo no Congresso.
Apesar do clima de polarização, há pontos de convergência entre os dois lados. A segurança pública deve ser um dos primeiros temas debatidos em comissões e no plenário, após o carnaval, por ser uma das principais preocupações apontadas pela população em recentes pesquisas de opinião. Analistas avaliam que o ano legislativo será marcado por negociações difíceis e pela influência direta da disputa eleitoral nas votações. Além do Congresso, o Supremo Tribunal Federal também abriu o ano Judiciário de 2026.
Entre os temas previstos na pauta do STF para este ano estão o julgamento de ações que discutem regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o uso de redes sociais por magistrados e processos que tratam da possibilidade de o Ministério Público ser condenado ao pagamento de custas e honorários advocatícios. São decisões com impacto direto no funcionamento do sistema de Justiça e no cenário político do país.
