A Justiça da Comarca acatou ação movida por quatro vereadores e anulou a eleição para presidência e, por consequência, da nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores realizada em julho passado. A sentença do juiz Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho, da 2ª Vara Cível, foi divulgada nesta terça-feira, cinco meses após o pleito realizado no dia 30 de junho.Na época, o vereador João Carlos Pereira Silva, o “Dêmis do Balcão de Emprego”, do PR, foi eleito com a maioria dos votos para dirigir o legislativo nos anos de 2015 e 2016. Sebastião Reis de Oliveira o Tião japonês (PP) era o único concorrente.O Mandado de Segurança foi proposto pelos vereadores Sebastião Reis de Oliveira (PP), Daniel Batista de Oliveira (PSL), Flávio José do Nascimento (DEM) e Devair José da Silva (PTB) contra o presidente da Câmara, Wagner de Souza Oliveira, o Waguinho, do PV, que integra a chapa no cargo de vice-presidente.Segundo os autores, “a ação foi impetrada por conta de uma manobra com a conivência do presidente Waguinho, que prejudicou as candidaturas dos impetrantes comprometendo a composição partidária proporcional determinada pela Constituição Federal e por isso iniciou uma série de irregularidades e arbitrariedades em prol da chapa vencedora, com objetivo único de manter-se, juntamente com seu grupo político no poder”.O juiz negou a liminar, mas, no mérito julgou procedente a ação tornando nula a eleição e, determinou outro pleito em trinta dias, em total obediência a proporcionalidade da representação partidária nos termos do que disciplina o artigo 58, parágrafo 1º da Constituição Federal.As informações são do advogado Antônio Carlos Galli, que integra o Escritório de Advocacia RSGalli Advogados Associados. O site da empresa é este: www.rsgalliadvogados.com.br.Cara Fechada - Até o anúncio da Justiça o clima era de tensão no legislativo castilhense de ambas as partes, mas agora serviu de alívio para os quatro impetrantes, que novamente devem lançar um nome para concorrer ao pleito, evidentemente com algumas costuras para arrebanhar apoio.Por outro lado, a situação de Dêmis do Balcão de Empregos já não seria tão cômoda quando da eleição do meio do ano. Existem rumores de que em caso de se manter candidato, ele já não teria o apoio de Waguinho, haja vista que os dois estariam em pé de guerra.