Política

Estudo mostra que contorno ferroviário é a melhor solução

O prefeito com o superintendente do DNIT em São Paulo, Ricardo Madalena, apresentando o estudo para análise do departamento nacional.

Andradina - Secom
24/09/13 às 13h58
(Secom)

O EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental), apontou que o contorno ferroviário com a retirada da linha férrea para fora da área urbana da cidade é a melhor saída para Andradina.

Esse estudo é o primeiro documento exigido pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre), para que a cidade tenha o projeto aprovado pelo Governo Federal e consiga o investimento necessário para a retirada dos trilhos.

O investimento do Governo de Andradina para a elaboração do estudo foi de R$ 128.350 mil através de processo licitatório junto à empresa Urbaniza Engenharia Consultiva.

Com o EVTEA concluído segunda-feira (23), o prefeito Jamil Ono (PT), não perdeu tempo e acompanhado do secretário de Governo, Manoel Messias de Almeida, e do assessor de desenvolvimento, Pedrinho Bentivóglio, iniciou o pleito em São Paulo.

Ainda na segunda, o prefeito esteve reunido com o superintendente do DNIT em São Paulo, Ricardo Madalena, apresentando o estudo para análise do departamento nacional. Em vistoria inicial diante dos quatro volumes de documentos que o EVTEA reuniu, o superintendente elogiou a amplitude e abrangência do trabalho.

Já na terça-feira (24), ainda em São Paulo, a reunião foi com o deputado estadual Edinho Silva (PT), que desde o início do pleito iniciado pelo Governo de Andradina para a retirada dos trilhos do centro de Andradina se propôs em ajudar a cidade junto às esferas federais.

“Edinho quer saber o número do protocolo do pedido que faremos em Brasília para já começar a trabalhar para conquistar o contorno”, explicou Messias.

Jamil informou o senador Eduardo Suplicy (PT) por telefone assim que recebeu o estudo. O senador, que é um dos defensores do desvio, deve passar por um pequeno procedimento cirúrgico na próxima quarta-feira mas garantiu empenho tão logo se reestabeleça.

O maior objetivo do Governo de Andradina é conseguir destravar o desenvolvimento da parte central da cidade com a retirada dos trilhos. Um dos pontos observados é o fim de um limite que ao longo da história do município dividiu o desenvolvimento em duas faixas distintas (“abaixo” e “acima da linha”), e criou o folclore local, que dizia que tudo que estava abaixo da linha valia menos. Outro efeito seria o fim da guarda nas cancelas que ficam dentro da área operacional da ALL. A manutenção dos guardas, que consome R$ 700 mil por ano dos cofres públicos.

“Esse dinheiro será muito bem empregado com mais investimentos em saúde, educação e infraestrutura urbana, algumas das marcas que temos conseguido os maiores acertos em nosso Governo de Andradina e que mais atende as necessidades do nosso povo”, disse Messias.
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(Reprodução)

Relatório – O estudo analisou todas as possibilidades possíveis para que Andradina conseguisse resolver o problema da linha férrea no centro da cidade. No final foram apontados três caminhos possíveis: o rebaixamento da linha, a transposição com a construção de viadutos em todas as passagens de nível ou o contorno ferroviário.

Segundo o relatório, além de ter do menor custo econômico, todos os demais indicadores de viabilidade apresentou o contorno ferroviário como a melhor solução para Andradina

O Contorno Ferroviário custaria, em valores atuais, R$ 90.662.723,00. Ficando abaixo do custo de Rebaixamento da Linha Férrea, R$ 146.629.599,00 e da Transposições da Linha Férrea que ficou em R$ 164.336.039,00.

O contorno também é que menos agredirá a rotina dos andradinenses já que passa por fora da cidade e só é ativado após a conclusão.

No caso do rebaixamento da linha uma outra grande faixa de terrenos deveria ser desapropriada para a construção de uma linha paralela subterrânea. Neste processo toda a atividade da linha original seria mantida normalmente até que o outro traçado fosse concluído. A transposição exigiria outro grande número de desapropriações já que a construção dos nove viadutos necessários para dar fluidez ao transito no perímetro urbano da cidade não foram previstas anteriormente.
O prefeito com o superintendente do DNIT em São Paulo, Ricardo Madalena, apresentando o estudo para análise do departamento nacional. (Secom)
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