Como o prefeito que está liderando o movimento para a manutenção do traçado original da Ferrovia Norte-Sul na região, Jamil Ono (PT), que nesta semana está em viagem a Brasília, esteve na ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), e na Valec acompanhando o andamento do projeto.
Na ANTT, Jamil e o secretário de Governo, Manoel Messias, conversaram com o Superintendente de Serviços de Transportes de Carga, Noboru Ofugi, e na Valec com o diretor de engenharia, Mário Rodrigues, e tiveram informações importantes sobre a obra e a reafirmação de que depois do movimento liderado por Andradina, que até sediou uma audiência pública sobre o assunto, o traçado da Ferrovia Norte-Sul não vai ser alterado e passará pela região.
Com relação ao projeto o Governo de Andradina foi informado de que a modalidade de execução da obra vai ser mudada a partir do trecho entre Estrela do Oeste e Panorama, que é exatamente o que passa na região.
A Valec, que até então estava construindo a ferrovia, vai abrir concessão para construção e manutenção. Este novo modelo vai passar a valer então para os trechos e ramais a partir de Estrela do Oeste – Panorama, Panorama – Chapecó (SC) e, Chapecó – Rio Grande (RS), onde fica o porto do Conesul, tido como um dos mais importantes do continente.
“É por isso que levantamos esta bandeira e estamos acompanhando de perto cada passo do projeto dessa ferrovia Norte-Sul, pois a região passará a ter uma visibilidade estratégica no País no encontro com nossa ferrovia que já faz a ligação Leste-Oeste do Brasil e, isso traz inúmeras oportunidades de investimentos”, comentou o prefeito Jamil, indicando entre as vantagens a possível construção de um porto seco e da região se transformar em uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Exterior.
Além de atrair investimentos inclusive estrangeiros um dos grandes benefícios elencados pela ZPE é a redução de desequilíbrios regionais pelas vantagens tributárias oferecidas pelo Governo Federal às empresas que se instalam nessas zonas, o que vem de encontro para a realidade da região que sofre com a “guerra fiscal” junto ao Mato Grosso do Sul.
“A região sofre com a falta de desenvolvimento porque o Governo do Estado não oferece uma política diferenciada para nós que fazemos fronteira com outro estado, no nosso caso o Mato Grosso do Sul, onde indústrias e empresas se instalam diariamente pelos incentivos fiscais oferecidos lá e, como não podemos ficar de braços cruzados, estamos enxergando na ferrovia Norte-Sul o sonho de uma ZPE onde a região possa vim a ter vantagens tributárias oferecidas pelo Governo Federal, através da presidente Dilma Rousseff, que tem essa linha de política estratégica que pode nos beneficiar”, comentou o secretário Messias, que completou. “Além de não ter essa política diferenciada e nos deixar como uma das regiões mais pobres do Estado o Governo de São Paulo ainda não moveu uma palha para nos ajudar nessa luta, pois tivemos na iminência de ter a ferrovia Norte-Sul desviada para o Mato Grosso do Sul, mas diante de um movimento regional conseguimos fazer valer o traçado original e manter a ferrovia na nossa circunscrição de municípios”.
Na visão do Governo de Andradina a Ferrovia Norte-Sul pode trazer vantagens para a região antes mesmo de ser concluída, pois a obra em si gera impostos como ISS que ajuda na arrecadação dos municípios. Segundo informações obtidas pelo prefeito Jamil, cada quilômetro de construção da ferrovia tem um custo entre R$ 5 e R$ 7 milhões.