Na quinta-feira (25/04) o prefeito de Andradina, Jamil Ono, se encontrou com o diretor presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu, para tratar de assuntos relacionados à usina de Três Irmãos, localizada entre os municípios de Andradina e Pereira Barreto.
A usina está com a concessão vencida desde 2011 e ela está localizada em posição estratégica geograficamente, que permite deter o controle da vazão de águas entre os rios Tietê e Paraná, o que afeta o volume de água das demais usinas e até mesmo a navegabilidade na hidrovia Tietê-Paraná. As demais usinas gerenciadas pela Cesp (Companhia Energética de São Paulo), como Ilha Solteira e Jupiá, os contratos de concessão vencem em 2015, o que aumenta e preocupação com o destino da região.
“A ANA é reconhecida pela sociedade como referência na gestão e regulação dos recursos hídricos e na promoção do uso sustentável da água e por isso viemos dividir nossas preocupações em relação a concessão da usina”, explicou Jamil.
A Agência Nacional de Águas tem como missão implementar e coordenar a gestão compartilhada e integrada dos recursos hídricos e regular o acesso a água, promovendo seu uso sustentável em benefício das atuais e futuras gerações.
“Hoje temos a informação que apenas uma das cinco turbinas da usina são utilizadas durante o dia e as demais durante a noite. Qualquer mudança no sistema pode comprometer o sistema e até causar prejuízos ao meio ambiente da região”, disse o secretário de Governo e Gestão Participativa, Manoel Messias de Almeida, que também participou do encontro.
Andreu tranquilizou o prefeito a respeito do assunto explicando que o funcionamento das usinas são controladas pelo NOS (Operador Nacional do Sistema), que regra todo o sistema energético nacional, portanto, qualquer que seja a concessionária a assumir Três Irmãos sua operação seguirá regras constituídas para não prejudicar todo o sistema nacional.
O prefeito levou o debate sobre a discussão da partilha do ICMS da usina e outros pontos polêmicos como o fato do Governo do Estado de São Paulo não ter aderido ao Programa de Redução de Energia do Governo Federal deixando a população paulista à margem de um benefício que influi diretamente na economia das famílias.