Política

"O presidente Lula é o meu principal cabo eleitoral", diz Padilha

Reconhecido por eleger os petistas desconhecidos do grande público, como Dilma Rousseff para a Presidência da República e Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está percorrendo cidades do interior do Estado de São Paulo para tentar eleger seu terceiro escolhido - o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha.

Araçatuba - Thiago Stefanatto/Lr1
12/04/14 às 07h34
Minha candidata é a presidente Dilma, diz Padilha evitando criar polêmica (Lr1)

Reconhecido por eleger os petistas desconhecidos do grande público, como Dilma Rousseff para a Presidência da República e Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está percorrendo cidades do interior do Estado de São Paulo para tentar eleger seu terceiro escolhido - o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha.Ontem (11) em visita a Araçatuba com o projeto intitulado “Caravana Horizonte Paulista” o pré-candidato ao governo estadual Alexandre Padilha e o senador Eduardo Matarazzo Suplicy (PT) estiveram no estúdio da rádio Clube FM em entrevista ao Sistema Regional de Comunicação (SRC) num bate-papo conduzido pelo presidente das empresas do grupo, Nivaldo Franco Bueno.Um dos questionamentos que Nivaldo Franco Bueno fez ao candidato que provocou risos e demonstrou o jogo rápido das respostas de Padilha foi sobre uma conversa que faz parte do discurso de uma corrente de petistas. Esse discurso dá conta que o ex-presidente Lula poderia ser candidato a presidente neste ano, tomando o lugar natural da candidatura de reeleição da presidente Dilma Rousseff. “Minha candidata é a presidente Dilma e quero continuar contando com o presidente Lula como meu principal cabo eleitoral”, afirmou mudando o foco da conversa.Durante a entrevista, Padilha ressaltou a importância dos programas federais como o Mais Médicos e o Minha Casa Minha Vida. Ele criticou a postura do atual governador Geraldo Alckmin (PSDB) diante de algumas situações do Estado. Uma delas foi o racionamento de água, principalmente na capital paulista. “Ele não fez as obras que deveriam ser feitas. Há 10 anos obras não saíram do papel”, disse o pré-candidato. Outra crítica foi com relação á subutilização da hidrovia Tietê-Paraná. “Essa hidrovia que hoje transporta 6 milhões de toneladas poderia transportar 20 milhões”.Padilha também ressaltou que em cinco anos o programa de habitação Minha Casa Minha Vida construiu mais da metade de casas que o governo do Estado de São Paulo construiu em 65 anos. “Enquanto o MCMV entregou 260 mil casas e já tem 290 mil contratadas a CDHU construiu 500 mil casas em toda a história”, disse Padilha.SUPLICYOutro entrevistado pelo presidente do SRC foi o senador Eduardo Suplicy que teve como assunto principal o mesmo de sua visita a Araçatuba em outubro de 2012, quando veio apoiar a candidatura á reeleição do prefeito Cido Sério (PT).Ele citou mais uma vez os benefícios daquela que considerou a maior conquista de sua atuação política - a criação da lei 10.835/2004, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que instituiu a Renda Básica de Cidadania. A lei define uma renda que todo brasileiro receberá para sobreviver para oferecer condições mínimas de se manter e dá o direito de todos participarem da riqueza da nação. O projeto de Renda Básica contemplará até os ricos e os estrangeiros residentes no Brasil há cinco anos ou mais.De acordo com a lei, a aplicação deve ser feita de forma gradual começando pelos mais necessitados, com a evolução de programas de transferência de renda como o Bolsa Família. “O direito irá beneficiar os cidadãos independentemente de origem, classe, raça, sexo, idade ou religião”, declarou Suplicy. “Até janeiro de 2017 essa Renda Cidadã será instituída e dará o direito a cada brasileiro de receber R$ 80 por mês e com o tempo vai evoluindo”, disse o senador.

Suplicy foi questionado pelo editor do O LIBERAL, Antônio Crispim, sobre sua posição com relação á provável instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobrás que partirá da compra da refinaria em Pasadena (EUA). “Essa é uma legítima aspiração da oposição, porém também queremos uma ampla investigação sobre denúncias de irregularidades nos metrôs de São Paulo e no porto de Suape, em Pernambuco e teremos uma atitude isenta. Se houver erros saberemos”, disse o senador.

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