Para o secretário de Governo e Gestão Participativa do Governo de Andradina, a parceria com o Governo Federal foi decisiva nessa conquista histórica do ICMS de Três Irmãos.
Desde que iniciou sua luta na recuperação do Imposto, pago indevidamente à Pereira Barreto por 21 anos, Jamil sempre embasou os órgãos da União, com seus estudos, documentos e até um parecer de um dos mais renomados tributaristas do País.
“Fizemos nossa lição de casa e convencemos a União sobre o nosso direito sobre o ICMS da usina hidrelétrica, que por anos foi sendo depositado nos cofres de outra prefeitura e mesmo quando não havia mais dúvidas, continuou tomando o mesmo caminho pela falta de vontade de mudar do Governo do Estado”, disse Messias, lembrando das grandes parcerias que o município encontrou dentro do Governo Dilma Roussef e de outras como a do senador Eduardo Suplicy.
Messias afirma ainda que o fato de o estado de São Paulo não ter aderido ao Plano Nacional de Redução de Tarifa de Energia Elétrica ajudou com que a Cesp perdesse a concessão e outra fosse aberta.
No embasamento para a nova concessão, que sagrou vencedora Tijoa - Participações e Investimentos S.A., realizada pelo Ministério das Minas e Energia, o Estado continuou negando o direito de Andradina.
“Tivemos que ir ao Rio de Janeiro e ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, em Brasília, para correção do edital ratificando Andradina como sede da usina”, disse Messias, que acredita que esta falha dupla do Governo Estadual permitiu a vitória.
“Enquanto esse fato virava chacota para alguns conseguimos virar o jogo”, disse Messias.
Um grande jogo político parece ter influenciado o comportamento do Governo do Estado, já que de um lado estava a prefeitura tucana de Pereira Barreto e de outro a petista de Andradina, Jamil Ono e Arnaldo Enemoto, ambos de origem nipônica e reeleitos, não deverão sentir diferença alguma da mudança, já que o destino do imposto só mudará efetivamente em 2017.