Quase dois anos depois da apreensão e detenção de 14 mulheres supostamente ligadas a panfletos apócrifos apreendidos pela Polícia Civil de Pereira Barreto, o caso toma novos rumos. Os panfletos, distribuídos nas vésperas das eleições de 2012, denegriam a imagem do então candidato a prefeito Elias do PT. Recentemente o Ministério Público solicitou à Polícia Civil que investigue os números dos telefones utilizados durante a prisão de mulheres. Já há indícios de que os aparelhos estavam registrados em nome da Prefeitura.Pelo menos um deles pode estar sendo utilizado pelo setor de imprensa. A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL falou com Igor Freitas, consultor de imprensa da prefeitura. Por telefone disse que desconhece a informação sobre o possível elo entre o setor que ele representa e pessoas ligadas à ação considerada criminosa. Ele disse que não pretende se pronunciar, deixando apenas para fazê-lo quando for citado no processo.RELEMBRE O FATOO delegado de polícia da cidade de Pereira Barreto (SP), Paulo Sergio Gomes Rabelo, instaurou o inquérito policial - 1071/2012 -, para apurar crime eleitoral cometido por um grupo formado por 14 mulheres, sendo 11 de Jales e duas de Pereira Barreto. O fato ocorreu em 3 de outubro de 2.012.Em entrevista exclusiva para o jornal, à época, o delegado informou que todos os envolvidos responderiam pelos crimes de calúnia, injúria e difamação. Rabelo tinha 30 dias para finalizar o inquérito e encaminhar para a promotoria pública que ofereceu denuncia contra o grupo.NA MADRUGADA DAQUELE DIANa madrugada de quarta-feira, dia 3 de outubro, um telefonema acordou o filho do candidato a prefeito, Elias Tele de Almeida, conhecido como ' Dr. Elias do PT' . No telefonema informava que um veículo Van estava na cidade e junto um grupo de mulheres. Com elas, três caixas, que após apreensão, descobriu-se que eram milhares de panfletos apócrifos (sem assinatura do autor).Baseado em denúncia de que um Gol branco, com a foto de um candidato a vereador que não souberam identificar, foi até a 'prainha' e lá descarregou as caixas na van. A Polícia Militar foi acionada e o grupo levado para delegacia.No momento da detenção para averiguação do grupo, uma mulher, que se identificou como professora, dando o nome de Laura de Fátima Colombo assumiu ser a porta-voz do grupo. Durante os depoimentos a única informação prestada era que um homem de nome José Carlos, supostamente da cidade de Votuporanga (SP), seria o mandante da ação de divulgação de material ofensivo ao candidato petista.O material trazia várias acusações contra o candidato a prefeito e seu vice, além de ofender o Partido dos Trabalhadores.