Em viagem a Brasília o prefeito Jamil Ono (PT), acompanhou o manifesto de diversas etnias indígenas que ocupam desde terça-feira (27) a marquise do Congresso Nacional e Esplanada dos Ministérios.
Com os corpos pintados e portando arcos e flechas, os indígenas protestam contra uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que tira do Executivo a prerrogativa de fazer a demarcação e passa para o Legislativo.
Para o prefeito Jamil Ono todos têm direito de reivindicar os seus direitos e se manifestar a favor de suas causas.
‘’Uma coisa é certa, o povo indígena tem direito sobre suas terras, apesar de serem habitualmente lembrados pela cultura, religiosidade, costumes ou culinária, a maior e mais árdua herança passada para cada geração de índios do Brasil é a luta pelo direito a terra, sabemos que o Governo Federal tem apoiado e tem projetos específicos para cada região do país, acompanhamos esta história e fazemos questão de dar nosso apoio ao movimento’’ disse Jamil.
Há décadas os índios vivem um embate com o setor de agronegócios o que causou atraso nos processos de demarcações nas reservas indígenas.
Conflitos - O Estado da Bahia possui a quarta maior população de índios do Brasil - cerca de 50 mil reconhecidos -, três povos lutam, atualmente, para terem as reservas homologadas: os Tupinambás de Olivença (em Ilhéus), os Pataxós (Porto Seguro) e os Tumbalalás (Rodelas). Os Tumbalalás, situados em municípios ribeirinhos ao norte do Estado, os Tupinambás no sul e os Pataxós no extremo sul da Bahia, disputam o espaço com os grandes produtores de cacau, celulose, madeira, minérios e empresários do turismo hoteleiro. A situação mais grave é na região sul, por ser uma área de conflitos, onde há registros de assassinatos de índios e constantes ameaças.