O Ministério Público pediu nesta semana a condenação do prefeito de Santo Antônio do Aracanguá, Luiz Carlos dos Reis Nonato, o Luizão (PT), por improbidade administrativa por não cumprir recomendação do próprio órgão para anular ou cancelar concurso realizado em 30 de junho para o preenchimento de 75 vagas. A ação movida contra o petista atinge ainda a empresa contratada para realizar o concurso, considerado irregular pelo MP, e mais quatro pessoas a ela ligadas.Na ação, a Promotoria de Araçatuba, que também cobre Aracanguá, pede que a Justiça determine a perda da função pública do prefeito e, para todos os denunciados, a suspensão dos direitos políticos por até cinco anos, a proibição de contratar com o poder público, o pagamento de multa equivalente a cem vezes a remuneração dos réus e o ressarcimento aos cofres municipais de R$ 35,8 mil — referente ao valor pago pela Prefeitura para a realização do concurso.Outro pedido do MP é para que o Judiciário determine imediatamente a suspensão das nomeações de candidatos aprovados já realizadas e ainda previstas. Segundo a Prefeitura, até o final da semana passada, do total de vagas oferecidas na seleção, 60 já tinham sido preenchidas. Entre as irregularidades encontradas pelo MP durante inquérito civil instaurando antes mesmo da realização do concurso, está a prévia e anterior indicação de nomes aprovados e que possuem relação de trabalho com a Prefeitura de Aracanguá.SEM FALAREm nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Aracanguá disse apenas que, até ontem, não tinha sido notificada oficialmente sobre a ação, motivo pelo qual não comentaria o assunto. Os representantes da CEMI e da M & G foram procurados pela reportagem, mas não retornaram as ligações.