A pulverização de votos para candidatos de fora, de outras localidades, sempre foi uma das principais críticas dos andradinenses ao longo dos anos. Mesmo assim, a cada eleição para deputado, a síndrome da “Mala Preta” volta a ser sentida no bolso dos agentes políticos e acabam por distanciar Andradina da representatividade no cenário político Estadual e Federal. Diz a cultura popular, que a Andradina já foi nome forte no cenário político estadual, até a chegada do primeiro candidato mala preta, que distribuiu dinheiro, comprou apoios, foi votado e sumiu. Como os votos foram “comprados”, o “mala preta” não teria outra obrigação com os eleitores a não ser voltar em quatro em quatro anos com mais dinheiro.
Para se ter uma ideia, em 2010, apenas para o pleito de deputado estadual 363 candidatos foram votados em Andradina comprometendo 9.748 votos da cidade. O mais impressionante é que apenas 33 desses tiveram mais de 100 votos na cidade. Mesmo que, dos 363 candidatos votados, 62 tenham sido eleitos o grau de comprometimento com o município é mínimo.
Pedrinho Bentivóglio (PC do B) teve o seu retorno à política em 2010 com um saldo bastante positivo. Ele foi candidato a deputado estadual levando 13.587 votos em Andradina, ele lamenta a pulverização do eleitorado, e anunciou não mais sair candidato. O segundo colocado em votação foi Barros Munhoz (PSDB) com 1.669.
Em seu pós campanha, Pedrinho afirmou que fez uma campanha com ética, honestidade e empenho e apresentando propostas. Felizmente a população entendeu a mensagem e me deu uma expressiva votação que infelizmente não foi o suficiente.
Mais uma vez a população dispensou votos, não concentrando a votação em candidatos de Andradina. Pelo que vem sendo demonstrado e com a pulverização da votação, não só entre os vários candidatos da cidade, mas também com os de fora, dificilmente a cidade elegerá um deputado. O que é lamentável pois se repetiu uma longa história que pode voltar em 2014.
Muitos candidatos locais
Não bastasse o grande número de candidatos que colocam seus nomes para buscar votos na região também existe um grande número de candidatos locais.
Os candidatos “da casa”, sem sombra de dúvida são os mais votados dentre os votos do andradinenses. Se por um lado o elevado número de candidatos oferece uma gama de opções ao eleitorado por outro pode provocar uma segunda pulverização de votos, dificultando a eleição de representantes da região para a Câmara Federal e Assembléia Legislativa.As campanhas estão na contagem regressiva do início oficial, mas, nos bastidores da política, uma verdadeira safra de candidatos. Os partidos tem até 30 de junho para oficializar as candidaturas e o cenário atual de pré candidatos é o seguinte:
ESTADUAIS
O PV deve ter como candidato a deputado estadual o vereador Edgar Dourado, vindo do DEM (DEMOCRATAS) e reeleito em 2012 para a Câmara Municipal pelo PV (Partido Verde). Outro aspirante a candidato a deputado estadual é Wilson Bossolan que está no segundo mandato pelo Partido dos Trabalhadores. O PRTB deve lançar o vice-prefeito Dr Charles Kobayashi, estreante neste tipo de disputa. A quatra candidata é a jornalista Márcia Canevari (PSDB).
FEDERAIS
Na disputa a federal também existe essa infinidade de candidatos concorrendo ao pleito.
O PV investe na campanha do ex-vereador Edilson Gomes da Silva em entrar para a disputa por uma das cadeiras no Congresso Federal. O vereador Marcelo Mariano (PP) pode ser outra opção. Outro pré candidato é o vereador Maurício Carneiro (PMDB). A candidatura do vereador Cristiano Rodrigues de Oliveira (PSDB) também vem se reforçando. O cenário aind apresenta o nome do ex-cantor Emerson da Dupla pelo PSC.
A disputa estadual é de longe a mais importante para a cidade, que já vive um momento de bons relacionamentos com o Governo Federal e poucos investimentos do Governo do Estado.
Reais chances e nome quente
Enquanto tdos afirmam ter reais chances de eleição, a experiência de outros pleitos pode provar o contrário. Se considerarmos uma região formada pelas cidades de Andradina, Castilho, Murutinga do Sul, Guaraçaí, Mirandópolis, Lavínia e Pereira Barreto, vemos que a média de votos válidos gira em torno de 45 mil.
Então vamos aos números: Com base nas eleições anteriores para começar a entrar na disputa no cenário estadual Wilson Bossolan (PT) e Márcia Canevari (PSDB) precisam assinalar mais de 100 mil votos. Já Edgar Dourado precisa de 100% dos votos da região.
Já na avaliação para Deputado Federal o cenário é mais volátil e a surpresa sempre pode acontecer. Há duas eleições Marcelo Mariano (PP) chegou a ser eleito com votação na casa dos 11 mil votos, mas acabou perdendo a cadeira pela anulação de votos de outros candidatos o que mexeu na média do partido.
O maior objetivo de certas candidaturas parece ser mesmo deixar o nome “quente” para a disputa para prefeito.