Terminou em frente à Câmara Municipal a passeata realizada nesta terça-feira (18), em São José do Rio Preto. Manifestantes da cidade e região saíram de frente da Prefeitura e percorreram toda a avenida Alberto Andaló, até chegarem ao prédio do legislativo. A saída dos vereadores foi bloqueada pelos protestantes. A ação pacífica foi um apoio às manifestações que iniciaram há uma semana na cidade de São Paulo e se estenderam por todo o País. De acordo com o Major da Polícia Militar, Luís Roberto Vicente, estima-se que mais de quatro mil pessoas participaram do ato. Para garantir a segurança, a PM mobilizou policiais da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas), viaturas e policiais do setor administrativo, além do apoio do helicóptero Águia-17. Entre os manifestantes, pessoas de diferentes idades, estilos e filosofia, todas falando a mesma língua. "Pela primeira vez a internet se fundamentou na união social. Este ato mostrou a força das redes sociais e a seriedade do povo na organização de algo importante. Todos temos que compartilhar isso. A ação é a junção de todas as reivindicações. Mesmo que alguns não entendam o sentido do protesto e algumas coisas saiam da ordem. Não devemos ficar calados", disse o professor de biologia Poatan Pinoti, de 24 anos. A caminhada teve uma hora de duração e terminou com gritos de protesto em frente à Câmara. "Fora Valdomiro" e "vem pra rua", foram as principais frases. Para Samuel Merighi, um dos organizadores do movimento "Na praça é de graça", o protesto desta terça-feira é o resultado de saturamento. "Há anos o rio-pretense está saturado. O que está acontecendo no País, com o apoio das cidades do interior, é a prova de que a sociedade mostrou sua cara e reivindica a favor de todas as ações. Acredito que o manifesto vai se sustentar e não vai parar. Não terá volta. Foi um estímulo geral a todas as questões sociais que precisam ser debatidas. Eu reivindico contra a criação de um terminal rodoviário em frente a biblioteca municipal – que precisa de silêncio e a uma cultura menos burocrática em Rio Preto", disse Merighi ao Diarioweb.