No encerramento do primeiro ano do segundo mandato do prefeito Mário Celso Lopes, já é possível identificar um rompimento significativo dentro do Legislativo, que até então vinha garantindo ampla maioria às pautas do Executivo.
Historicamente alinhada ao prefeito, a base aliada parece dar sinais claros de desgaste. Nos bastidores, vereadores que antes votavam sem resistência começam a se movimentar para romper com a lógica do “amém automático” às decisões enviadas pelo Executivo. A articulação ganhou força nesta semana e deve culminar em uma disputa acirrada na próxima segunda-feira, quando a nova Mesa Diretora será definida.
Neste sábado, um grupo composto por seis vereadores formalizou um alinhamento que pode alterar o equilíbrio político na Câmara: Silas Carlos, Rodarte dos Anjos, Leandro Ataíde, Leila Rodrigues, Elaine Vogel e João Máximo. Segundo apuração, o objetivo desse bloco é garantir maior independência ao Legislativo, fortalecendo debates, cobranças e a fiscalização — pontos frequentemente cobrados pela população.
A movimentação representa um divisor de águas no cenário político local. Caso esse grupo se mantenha coeso, o Executivo poderá enfrentar dificuldades para aprovar projetos sem diálogo mais amplo, algo pouco comum no mandato atual.
A segunda-feira será decisiva. A eleição da Mesa Diretora deve indicar não apenas quem comandará a Câmara em 2026, mas também qual será a postura do Parlamento diante do prefeito no próximo ano. Mais do que uma disputa interna, o que está em jogo são os rumos da política andradinense e o papel que a Câmara pretende desempenhar: seguir submissa ou assumir a responsabilidade de ecoar, de fato, os anseios da população.
