Política

Três Lagoas e Selvíria podem levar ICMS de Jupiá e Ilha Solteira

A conquista de Andradina abre o precedente.

Noroeste Rural - Antônio José do Carmo
13/04/15 às 08h08
(Antônio José do Carmo)

A conquista de Andradina abre o precedente. A usina de Jupiá tem sede em Três Lagoas (MS) e a de Ilha Solteira divide com Selvíria (MS). Quando as concessões da CESP vencerem muito em breve, o comando da mudança de endereço do ICMS passará de São Paulo para Brasília e com isso, os municípios paulistas poderão perder total ou parcialmente o imposto que até hoje fizeram esses municípios serem os mais ricos da região.

Porém o que se pergunta é: os políticos da atualidade estão preparando seus municípios para essa possibilidade? Castilho e Ilha Solteira investiram na alteração desse perfil de arrecadação? Os Governos Estadual e Federal, de certa forma contribuíram para a sustentabilidade de Castilho e Ilha Solteira. Primeiro direcionando a maior parte dos impostos para esses municípios e segundo, fazendo a reforma agrária. Ilha Solteira nem possuía zona rural, agora tem mais de 500 propriedades. Castilho tinha 400 propriedades rurais, agora tem 1.200.E o que os políticos fizeram com isso? Pouca coisa. Castilho não tem sequer um Departamento Agrícola com infraestrutura de veículos, técnicos, veterinários, agrônomos...O barracão do produtor é um elefante branco. Ilha Solteira e Pereira Barreto também não se preocuparam com plano agrícola, nem lutam para que a reforma agrária seja sustentável. Ao contrário, no caso de Pereira Barreto, o prefeito faz questão de dizer que é contra e que não vai dar certo.Porém, aos municípios energéticos de toda região, resta entender a importância da reforma agrária e de sua despolitização. Ela não veio para implantar o comunismo no Brasil, mas para salvar os municípios da estagnação econômica e da concentração de renda. Ao invés de promoverem encontros para discutir formas de evitar a perda de impostos das usinas, os prefeitos deveriam estar investindo nos planos que vão tornar os municípios independentes. E não existe outra forma senão a reforma agrária, dentro da reforma agrária. É preciso oferecer mais condições e passar a cobrar. Ser pobre não é defeito, mas ser vagabundo é um direito que se pode praticar em qualquer lugar, menos em terras da reforma agrária. E as Prefeituras precisam sim, ajudar os assentados porque eles vão produzir e esse resultado enriquece a todos.Acordem Joni, Bento e Enomoto. Vocês estão afundando a economia de seus municípios, quando ignoram a força da reforma agrária, e sua importância para a sustentabilidade econômica e a vida sem fome e com dignidade, com mais produção e consequentemente mais desenvolvimento.

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