Política

Vítima impetra recurso para aprofundar as investigações de crime eleitoral

Candidato atingido não quer que pessoas presas respondam apenas por difamação e calúnia

Pereira Barreto - Antônio Crispim/Lr1
17/04/14 às 09h28
Dr. Elias Teles de Almeida fala sobre pedido para aprofundar investigações (Lr1)

O advogado e ex-candidato a prefeito de Pereira Barreto, Elias Teles de Almeida, o Dr. Elias, impetrou recurso para que a Justiça Eleitoral determine investigações aprofundadas em relação às 10 mulheres flagradas com material que o difamava. O candidato-vítima percebeu que o processo caminhava apenas para apuração de difamação e calúnia, com pena alternativa de pagamento de cestas básicas ou prestação de serviços à comunidade. "Entendo que foi crime eleitoral, que pode ter refletido no resultado do pleito e atingiu a minha honra quanto candidato e quanto profissional", disse o advogado. No fórum, a reportagem não teve acesso ao processo.No dia 3 de outubro de 2012, dez mulheres estavam em uma van com material apócrifo (sem autoria) que difamava o então candidato a prefeito, Elias Teles de Almeida, o Dr. Elias (PT). As mulheres disseram que prestavam serviços à mesma agência contratada pela campanha do prefeito Arnaldo Enomoto e que depois fechou contrato com a Prefeitura. A van que transportava as mulheres, também era de empresa que prestava serviços para a campanha de Arnaldo Enomoto. As mulheres eram de outra cidade.Segundo o Dr. Elias, durante a fase de inquérito policial apurou-se que houve ligações de telefone corporativo da Prefeitura para a pessoa responsável pela panfletagem. "Entendo que o caso não pode ser tratado apenas como difamação e calúnia, pois teve implicação política e o mais grave, uso de bem público", disse o Dr. Elias.Para o advogado e ex-candidato, é preciso punir exemplarmente todos os envolvidos no caso para que "este estilo de fazer política seja banido de Pereira Barreto".De acordo com o advogado, a preocupação das pessoas que trabalharam com ele na campanha é de que o caso seja julgado apenas como difamação e calúnia, sem estender a investigação aos demais envolvidos, para saber quem ordem a impressão e distribuição do material apócrifo. "Deve ser dada uma resposta à sociedade", acrescentou o advogado.SIGILOA equipe de reportagem do Sistema Regional de Comunicação (rádios, SRCTV e jornal O LIBERAL REGIONAL) esteve no Cartório Eleitoral de Pereira Barreto. No entanto, o juiz Ricardo Cunha de Paula não permitiu o acesso ao processo.Na Prefeitura, a informação foi de que o prefeito Arnaldo Enomoto estava em reunião e que entrevista deveria ser agendada com antecedência.

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