Um áudio que circula nas redes sociais aponta a possibilidade de terem havido candidaturas de “laranjas” nas eleições municipais de 2016. Nele uma pessoa relata que falou cok uma candidata que não teve nem um voto sequer – nem o próprio. Ela diz que a candidata foi intimada pela Polícia Federal e pretende contar toda a verdade sobre sua candidatura.
No áudio é mencionado o “advogado da dona Fátima”como a pessoa que incentivou a candidata a mentir para a polícia dizento ter tido uma crise de nervosismo na hora de votar e errou a votação em sí mesma.
A candidatura de laranjas é um novo tipo de fraude eleitoral que agrava ainda mais a já escassa representatividade feminina no campo político. As "mulheres-laranja" da política são incluídas numa chapa de vereadores sem que elas tivessem conhecimento ou sem saber ao certo a que se propõe o ato de candidatura. Em alguns casos pelo Brasil as candidatas só souberam que participaram do pleito depois da eleição.
O "fenômeno" é fácil de explicar: candidatos homens, que dominam o cenário político, precisam preencher as chapas com pelo menos 30% de candidatas mulheres – a cota estabelecida por lei, desde 2009. A regra começou a vigorar na eleição de 2010 no Brasil.
Lançar candidatas fictícias é fraude e crime. Quem cometeu essa conduta e acabou eleito pode perder seu mandato e ser considerado inelegível e pode também ser condenado por falsidade ideológica.
Se a candidata laranja tiver ciência de que emprestou o nome para a cota sabendo que teria uma candidatura fictícia, também poderá ser penalizada.
O que significa 'candidatura laranja'?
A palavra "laranja", sozinha, pode ser empregada para definir alguém que assume uma função ou responsabilidade no papel, mas não na prática. Isso significa dizer que o laranja cede seu nome, com ou sem consentimento, para uso de outra pessoa. O termo, nesses casos, aparece geralmente em investigações policiais sobre fraudes.
Por isso, o candidato "laranja" é o candidato de fachada. Aquele que entra na eleição sem a intenção de concorrer de fato, com objetivos que podem ser irregulares, como desviar dinheiro do fundo eleitoral. Nessa hipótese, o candidato "laranja" empresta o nome para sair como candidato, mas na verdade faz parte de um esquema com outras pessoas. (Com G1)