Ponto de Vista

2028 em Andradina: A hora da renovação abrirá caminho para um Outsider?

Cidade discute se o próximo ciclo deve ser liderado por quem vem de fora da política tradicional.

Por Ednilton Farias Meira - Advogado e Bacharel em Ciências 
06/05/26 às 18h37
Ednilton Farias Meira - Advogado e Bacharel em Ciências

Andradina, nossa querida "Terra do Rei do Gado", vive um momento de profunda reflexão. Ao caminharmos pelas ruas e ouvirmos o pulsar do comércio e dos bairros, um sentimento se torna evidente: a população, embora mantenha o respeito institucional pelos atuais mandatários, demonstra uma clara exaustão em relação ao modelo político tradicional. Não se trata de uma crítica vazia, mas de um desejo legítimo por novos horizontes.

Esse distanciamento emocional do eleitorado para com as figuras habituais da política local acendeu um alerta. É claro que a péssima gestão do governo federal ecoa nos municípios, que é onde vive o cidadão. Existe um clamor silencioso ( nem tanto), mas persistente, por uma figura que venha "de fora" do sistema político convencional — o que muitos chamam de outsider*, mas que em nossa linguagem simples significa alguém que não fez da política sua profissão.

A população busca alguém que conheça as dores do município por vivenciá-las como cidadão e profissional, e não apenas por relatórios de gabinete. Chegou a hora de Andradina abrir as portas para uma liderança que traga o frescor da sociedade civil, alguém que tenha uma folha de serviços prestados de forma concreta à nossa comunidade. Afinal, vivemos em uma cidade onde todos se conhecem e sabemos muito bem quem é quem.

O desejo é por alguém que não precise de "padrinhos" políticos para existir, mas que tenha o reconhecimento do povo pelo trabalho que já realizou fora da prefeitura.

Andradina se aproxima de um novo capítulo. O ano de 2028 está próximo, e não deve ser apenas mais uma eleição, mas o marco de alternância de poder.

A Democracia, mesmo com toda a sua lentidão e imperfeições, ela funciona como uma "válvula de escape" da sociedade, ela permite a troca dos governantes pelo voto; que quem perdeu a eleição continua tendo o direito de falar, de se organizar e de tentar vencer na próxima vez; e ela parte do princípio de que ninguém é dono da verdade. Por isso, divide o poder entre diferentes instituições que se fiscalizam.

Com a chegada de mais uma Copa, percebemos que o 7 a 1 contra a Alemanha acabou sendo uma lição. O futebol parou de ser o único assunto importante no dia a dia e o brasileiro passou a se interessar mais por política, quebrando de vez aquela ideia antiga de que 'política não se discute'.

Eis que se aproxima o momento de unir a tradição da nossa terra com a coragem de quem se propõe a servir, colocando o amor por Andradina acima das melhores intenções, porque aqui não se está a falar de pessoas, mas da alternância de poder, porque o coletivo é o que interessa. A mudança não é apenas necessária; ela é um chamado da nossa gente. Guardemos a palavra: outsider.

Como já alertava Platão, “ o preço da indiferença política é ser governado por quem se interessa por ela". ( filósofo e matemático da Grécia Antiga, fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. * 428/427 a.C. + 348/347 a.C.) .

 

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