Em boletim divulgado na última sexta-feira (6), Araçatuba (SP) contabilizou 1.184 acidentes por picada de escorpião de janeiro a 6 de novembro. O número é 44% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando a cidade chegou a 824 casos; até dezembro, foram 1.050 casos, sem óbito.
Em 2018, as estatísticas já foram maior; de janeiro a novembro, foram 1.149 acidentes. No entanto, o número deste ano ainda é o maior registrado, se comparado com 2018 e 2019. São mais de 110 casos por mês, o que significa uma média entre três e quatro notificações diárias. Em 2020, ainda não teve morte registrado por picada de escorpião.
De janeiro a maio deste ano, segundo o que a reportagem apurou na época, eram 520 acidentes com o animal. Num intervalo de 17 de abril a 15 de maio, foram totalizados 99 casos em 28 dias.
Pandemia
De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Araçatuba, o número de casos se deve a dois fatores: o aumento da temperatura, que influencia na proliferação do animal, e o impedimento das ações de controle mecânico realizado pelos Aces (Agentes de Combate às Endemias), devido à pandemia de covid-19.
“Quando há notificação de acidente escorpiônico, os Aces do território prontamente realizam a visita de busca ativa, que consiste na procura dos escorpiões em locais propícios para seu abrigo, além de instruções educativas para prevenção de futuros acidentes. Com a pandemia, essa ação foi prejudicada, pois aos agentes não poderiam entrar nas residências, visando minimizar riscos de proliferação do coronavírus, tanto para os munícipes, quanto para estes profissionais”, diz nota enviada pela Prefeitura.
Segundo o município, para tentar diminuir os casos, a Prefeitura pactuou plano de intensificação, visando a prevenção e assistência às vítimas. Todos os territórios dos municípios foram mapeados e estão recebendo intervenções assertivas, informou nota.