Cotidiano

Acordo evita suspensão de cirurgias por falta de sangue em Penápolis

Suspensão foi anunciada pela Santa Casa, mas o prefeito informou que houve acordo para quitar dívida de quase R$ 500 mil

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
25/11/20 às 23h13

Um acordo celebrado na tarde desta quarta-feira (25) deve evitar que a Santa Casa de Penápolis (SP) tenha que suspender a realização de cirurgias por falta de sangue.

O impasse, segundo nota divulgada durante sessão da Câmara na sessão de segunda-feira (23), foi provocado por uma dívida do hospital com o Hemocentro de Ribeirão Preto, calculada em aproximadamente R$ 480 mil, já descontando os juros.

Usando a tribuna, o presidente do Legislativo Municipal, Ivan Sammarco (DEM), informou que o Hemocentro de Ribeirão de Preto havia suspendido o fornecimento de sangue devido a essa dívida.

Corte

Na terça-feira (24), a Santa Casa de Penápolis divulgou um comunicado sobre a suspensão das cirurgias, informando que devido à pendência financeira, o Homocentro havia informado, em 27 de outubro, que suspenderia o fornecimento de bolsas de sangue.

Segundo o hospital, apesar do comunicado, o órgão apenas reduziu a oferta, entregando cinco bolsas do sangue tipo O positivo e uma bolsa do O negativo no mês.

A Santa Casa informa que a direção técnica emitiu nota ao Hemocentro, solicitando que pelo menos dobrasse a quantidade fornecida para a manutenção do hospital.

A nota foi endereçada ao Departamento Jurídico da OSS (Organização Social de Saúde) AHBB (Associação Hospitalar Beneficente do Brasil), que administra a Santa Casa, que notificou o Hemocentro no último dia 18.

Como o documento foi endereçado à unidade de Araçatuba, ele foi recusado e precisou ser reencaminhado à sede, em Ribeirão Preto.

Recusado

Além de o pedido não ser atendido, esse fornecimento mínimo também foi suspenso e o hospital foi comunicado que o fornecimento das bolsas de sangue passaria a ser feito de acordo com a demanda.

Diante da possível falta de sangue, a Santa Casa comunicou que pacientes que necessitassem de cirurgia, quando possível, seriam transferidos de acordo com a disponibilidade de vagas em outros hospitais da região. O objetivo seria resguardar a segurança dos pacientes também dos médicos.

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Acordo

No final da tarde desta quarta-feira (25), a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Penápolis divulgou um vídeo, no qual o prefeito Célio de Oliveira (sem partido) informa que houve um acordo para o parcelamento da dívida, com a imediata regularização da disponibilização das bolsas de sangue.

Ele explicou que essa dívida da Santa Casa com o Hemocentro vem desde 2011, provocada pela defasagem da tabela dos convênios e de atendimentos particulares.

Segundo o prefeito, tem bolsa de sangue que custa R$ 250,00 para o hospital, mas quando é usada em paciente conveniado, o convênio paga somente R$ 120,00, devido. “Essa defasagem que fez com que a Santa Casa fosse criando todo esse déficit, essa dívida que o hospital construiu durante esse período”, argumentou.

Reunião

Diante do impasse, Célio de Oliveira disse que convocou uma reunião e, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, intermediou um acordo para o parcelamento da dívida.

“Graças a Deus está tudo resolvido. Nós conseguimos que a Secretaria de Saúde, junto com a direção da AHBB, fizessem uma composição para o pagamento da dívida, que será parcelada”, disse, sem informar valores e prazo do parcelamento.

Segundo o prefeito, a direção da AHBB precisa resolver essa situação com os convênios, para que essa situação não continue, evitando que a prestação do serviço seja inviabilizada.

Repasses

Célio de Oliveira esclareceu ainda que não há nenhuma dívida com o Hemocentro com relação aos atendimentos feitos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), pois nesse caso, o pagamento é feito diretamente pelo Ministério da Saúde.

E fez questão de explicar que também não tem relação com os repasses feitos pelo município, que neste mês somaram quase R$ 970 mil.

O montante inclui os valores referentes ao convênio do hospital com o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), que foi de R$ 98 mil; e R$ 48 mil do Pró-Santa Casa, programa também do governo do Estado, mas que esse dinheiro vem para um fundo da Saúde do município.

Entre os recursos próprios da Prefeitura repassados ao hospital está o pagamento do ticket alimentação dos 250 funcionários da Santa Casa, que em novembro somou R$ 58 mil; e um repasse de R$ 250 mil em recursos para custeio. “ A Santa Casa depende financeiramente desses recursos, que são repassados”, afirmou.

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