A empresa Asprem (Academia Social de Preparação às Academias Militares) comunicou oficialmente, nesta quarta-feira (20), que dará suporte a todos os alunos inscritos em cursos da Epcom, escola preparatória para concursos militares. A suspensão de aulas da Epcom na região de Araçatuba (SP) e até em outros estados acabou virando caso de polícia nesta semana.
De acordo com a Asprem, os cursos presenciais terão continuidade nas unidades onde ela está estabelecida. Nas demais, o suporte será por meio de aulas on-line na plataforma de estudos da academia.
Em São Paulo, a Asprem possui unidades presenciais em Bertioga, Campinas, Caraguatatuba, Cruzeiro, Cubatão, Dracena, Itanhaém, Mogi das Cruzes, Peruíbe, Pindamonhangaba, Registro, Santo André, São Carlos, Barueri, Pirassununga, São Vicente, Taubaté.
Na região, a unidade mais próxima é Dracena, localizada a aproximadamente 150 quilômetros de Araçatuba.
“Pedimos compreensão nesse momento por se tratar de uma transição e não poderá ser feita de maneira apressada nem tão pouco desorganizada, para que possamos atender a todos com o nível de excelência que prezamos e os mesmos merecem”, informou em comunicado enviado ao Hojemais Araçatuba e também a alunos da Epcom.
A empresa diz que montará uma força-tarefa para entrar em contato com todos os alunos e pede para que eles atendam ou respondam as ligações e WhatsApp com DDD11, pois quanto mais rápido funcionar a comunicação, mais eficiente será o suporte.
E reforça que não se trata de aquisição da Epcom pela Asprem, apenas um suporte para os alunos, para que os mesmos não percam o curso.
Caso de polícia
A suspensão de aulas da Epcom na região de Araçatuba (SP) e até em outros estados acabou virando caso de polícia nesta semana. Vários boletins de ocorrência na Polícia Civil e denúncias foram feitas nos Procons por pessoas que dizem ter sido enganadas pela Epcom, que também tem sede em Mogi das Cruzes (SP).
Nesta quarta-feira (20), uma vítima de Três Lagoas (MS) procurou o Hojemais Araçatuba para relatar que na cidade sul-mato-grossense mais de 100 pessoas ficaram sem as aulas e também estão indo atrás de seus direitos.
No grupo formado no WhatsApp, que reúne vítimas da região de Araçatuba e outras localidades, mesmo com a notícia de que a Asprem irá assumir as aulas da Epcom, a reação é de revolta. Quem pagou o curso com cartão de crédito está tentando cancelar a cobrança nos bancos, quem fez o desembolso à vista quer ressarcimento, assim como quem pagou algumas parcelas. A maioria não quer ter aulas com a Asprem, principalmente pelo fato de serem a distância.
Um grupo também está se mobilizando para ir ao Ministério Público nesta quinta-feira (21) para fazer a denúncia do caso.