O médico Creso Machado Pinto, que foi homenageado pela diretoria da Santa Casa de Araçatuba (SP) para dar nome ao novo auditório do hospital, foi o responsável pela implantação da Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia na instituição.
Essa Residência teve início em 1971 e foi coordenada por ele até 2004, sendo responsável pela formação de centenas de médicos da especialidade.
A iniciativa foi implementada anos depois, com estágio de acadêmicos da Faculdade de Medicina de Botucatu, fruto de um convênio obtido também graças ao bom relacionamento de Creso com o então diretor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMB, Laurival Antônio De Luca.
Biografia
Entretanto, a relação do homenageado com a Santa Casa de Araçatuba começou ainda mais cedo. Nascido em Ribeirão Preto, em 2 de maio de 1926, Creso, que estaria completando 100 anos, estudou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no final dos anos 1940.
Aos 26 anos ele decidiu retornar ao Estado de São Paulo e foi morar em Castilho, cidade vizinha a Andradina, que na época era denominada Alfredo de Castilho, onde instalou um consultório médico.
Já em 1956 ele começou a atuar na Santa Casa de Araçatuba como um dos poucos obstetras da Maternidade, uma das alas do prédio primitivo da instituição. Na época, o hospital funcionava em sistema de demanda espontânea, dividindo com a Santa Casa de Penápolis, o título de serem os dois únicos hospitais da região.
Pioneiro
Porém, o potencial da Santa Casa de Araçatuba, que já demonstrava indícios da relevância regional que alcançaria décadas mais tarde, aliado à vocação para compartilhar conhecimentos com as novas gerações, motivou Creso a buscar, em conjunto com a diretoria da época, a criação de uma estrutura voltada à formação de novos especialistas.
Assim surgiu a Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia. Creso também foi diretor do Hospital da Mulher por mais de 10 anos e, nesse período, compôs comissões de estudos governamentais e não governamentais que atuavam em gestão e/ou estudos sobre ginecologia e obstetrícia.
Em novembro de 2019, ele e a esposa, Maria Nyce Machado Nóbrega Pinto, decidiram aceitar o convite da filha Clicia e mudaram-se para Guarulhos. Ele morreu em 24 de abril de 2021, aos 95 anos, e a esposa dele, morreu dez meses depois, em 6 de fevereiro de 2022.
