Cotidiano

Coletivos de mulheres entregam carta de compromisso para candidatos de Birigui

No documento, grupo pede que o candidato se comprometa, caso seja eleito, a dar atenção às pautas na área da saúde obstétrica

Manu Zambon  - Hojemais Araçatuba
12/11/20 às 21h13

Representantes dos coletivos Mulheres de Todos os Tons e RespeitaAsMina, de Birigui (SP), entregaram aos candidatos à Prefeitura do município uma carta de compromisso pedindo mais atenção às pautas relacionadas à saúde obstétrica.

No documento, elas afirmam que o atendimento humanizado no momento do parto é de grande importância para que as mulheres e seus bebês possam passar por esse momento com respeito, acolhimento e diligência.

“O parto humanizado é um direito da mulher e evita procedimentos invasivos quando desnecessários como: episiotomia, uso do hormônio ocitocina, dilatação forçada, uso do fórceps, entre outros. Esses procedimentos infelizmente ainda são muito comuns”, diz a carta.

O grupo pede que o futuro prefeito, junto à secretaria de saúde, se comprometa a efetivar e cobrar que o atendimento humanizado seja dado a todas as mulheres atendidas pela Santa Casa de Birigui.

Óbitos

“Temos visto, ultimamente, vários casos, alguns viram notícias e outros não, mas chegam até nós várias situações complicadas que acontecem (...), especialmente no atendimento às mulheres no momento do parto. Em algumas situações, ocorrem até óbito de bebês”.  

De acordo com os coletivos, o município apresenta casos de violência obstétrica, assim como acontece em várias partes do Brasil. 

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“As mulheres, com apoio de outras mulheres, há milhares de anos, parem seus filhos e filhas; sempre souberam como parir. Há pouquíssimos anos, chegaram e nos disseram que não sabemos, tiraram o empoderamento do nosso corpo e o levaram para a mão de médicos em hospitais e centros cirúrgicos. O parto passou a ser visto como um momento cirúrgico, medicamentoso, se aproximando a uma doença. Ele não é nada disso, não deveria ser tratado assim pelo menos”.

Segundo o grupo, diante disso, e sensíveis à causa, começaram a debater a urgência de repensar o atendimento.

“Nós esperamos que o executivo cumpra com o acordo firmado. A intenção é que esse movimento se preocupe em trazer qualidade no atendimento às mulheres antes e depois, mas principalmente no momento do parto. E isso vai desde rever o atendimento e às práticas médicas até a criação de uma possível casa de parto na cidade, onde mulheres que não tenham tido nenhuma complicação durante a gestação, possam fazer seus partos em um lugar acolhedor, respeitoso e com atendimento de qualidade dos profissionais da saúde”, informa o coletivo Mulheres de Todos os Tons.

Lei

Ainda dentro dessa temática, o coletivo lembra da lei municipal nº 6.616 de 2018, que diz que as maternidades públicas e privadas de Birigui são obrigadas a permitir a presenta de doulas (profissionais que acompanham as gestantes durante e após o parto), independente da presença de acompanhante.

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