“As mulheres, com apoio de outras mulheres, há milhares de anos, parem seus filhos e filhas; sempre souberam como parir. Há pouquíssimos anos, chegaram e nos disseram que não sabemos, tiraram o empoderamento do nosso corpo e o levaram para a mão de médicos em hospitais e centros cirúrgicos. O parto passou a ser visto como um momento cirúrgico, medicamentoso, se aproximando a uma doença. Ele não é nada disso, não deveria ser tratado assim pelo menos”.
Segundo o grupo, diante disso, e sensíveis à causa, começaram a debater a urgência de repensar o atendimento.
“Nós esperamos que o executivo cumpra com o acordo firmado. A intenção é que esse movimento se preocupe em trazer qualidade no atendimento às mulheres antes e depois, mas principalmente no momento do parto. E isso vai desde rever o atendimento e às práticas médicas até a criação de uma possível casa de parto na cidade, onde mulheres que não tenham tido nenhuma complicação durante a gestação, possam fazer seus partos em um lugar acolhedor, respeitoso e com atendimento de qualidade dos profissionais da saúde”, informa o coletivo Mulheres de Todos os Tons.
Lei
Ainda dentro dessa temática, o coletivo lembra da lei municipal nº 6.616 de 2018, que diz que as maternidades públicas e privadas de Birigui são obrigadas a permitir a presenta de doulas (profissionais que acompanham as gestantes durante e após o parto), independente da presença de acompanhante.
