Déficit
A principal justificativa da Prefeitura para concessão de parte da produção da água em Birigui é o déficit atual, em torno de 4 milhões de litros por dia, o que causa desabastecimentos em alguns bairros. A tendência é esse número aumentar, tendo em vista o crescimento populacional, sem aumento na produção.
O problema, segundo a administração, foi apontado em 2008, por meio de um estudo técnico do Ministério das Cidades. O levantamento mostrou 2015 como o ano crítico para o abastecimento de Birigui, ou seja, quando começaria a faltar água se nada fosse feito para aumentar a produção.
A produção atual de água em Birigui é de 38 mil metros cúbicos de água por dia, sendo 20 mil m³ de captação superficial (pelo ribeirão Baixotes) e 18 mil m³ de captação profunda (10,5 mil m³ do poço Matéria e 7,5 mil m³ do Aqua Pérola).
O contrato com as concessionárias Aqua Pérola e Matéria vencerão nos meses de outubro e novembro deste ano, respectivamente, após várias prorrogações.
Por ser mais antigo e estar no limite de produção, a manutenção no poço Aqua Pérola precisa ser mais constante. A troca da bomba acontece hoje a cada três meses. Para comparação, a bomba do Matéria passa pelo mesmo tipo de manutenção a cada três anos.
Concessão
Pelo contrato de concessão que está suspenso, a empresa vencedora deverá construir um novo poço profundo e um reservatório com capacidade de armazenamento de 2,5 mil m³, no bairro Portal da Pérola, e será responsável também pelo Aqua Pérola. Assim que o poço do Portal foi construído e entrar em operação, o Aqua Pérola será desativado para uma reforma completa, que inclui a modernização do sistema.
A futura concessionária trabalhará na interligação dos poços já existentes com o que será construído e também na redução das perdas do sistema, hoje em 38%.
Dos quase R$ 24 milhões estimados de investimento na concessão, aproximadamente R$ 11 milhões serão para diminuir esse percentual.
O contrato será pelo período de 15 anos. Após o prazo, o investimento fica para o município.
