O Conselho Tutelar de Araçatuba (SP) vai mudar de sede no mês de março. Instalado há muitos anos em um imóvel antigo na rua Olavo Bilac, o serviço será transferido para a sede do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), na rua José Pedro dos Santos.
A transferência de prédio foi confirmada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, que informou que o imóvel atual será devolvido à Secretaria Municipal de Cultura, mas não informou qual será a futura utilização.
O Hojemais Araçatuba apurou que a mudança de sede do Conselho Tutelar é parte de um processo de modernização que está sendo implantado no serviço pelos atuais conselheiros, que assumiram o posto no início de 2020 para um mandato de quatro anos.
A atual coordenadora do Conselho Tutelar, Mariângela Castilho Samora Araújo, contou que no início do mandato, foi solicitada uma reunião com todos os órgãos que integram a rede de proteção à criança e ao adolescente, para deixar claro quais são as responsabilidades de cada um.
De acordo com ela, em meados de março houve uma reunião, com a participação de representantes de vários desses órgãos, incluindo a Secretaria de Segurança Pública e a Promotoria de Infância e da Juventude.
Entretanto, as conversas não progrediram porque na ocasião, Araçatuba estava sem um juiz titular da Vara da Infância e da Juventude. Segundo Mariângela, o último ofício cobrando essa reunião foi encaminhado em novembro, mas a Vara da Infância e da Juventude continuava sem juiz titular.
Prioridades
De acordo com a coordenadora, um dos objetivos do encontro é definir quais são as reais responsabilidades dos conselheiros. “Queremos ter o respaldo do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) para não sermos responsabilizados por uma função que não é nossa”, comenta.
O Hojemais Araçatuba teve acesso a alguns boletins de ocorrência envolvendo adolescentes registrados nos últimos dias, nos quais constam que o Conselho Tutelar foi chamado, mas não compareceu.
O caso mais recente aconteceu na semana passada, quando um menino de 16 anos foi abordado com um celular que havia sido roubado instantes antes. Ele foi levado ao plantão policial e alegou que não tinha familiares na cidade.
Segundo o boletim de ocorrência, o contato com o Conselho Tutelar foi feito por meio da Polícia Militar. Houve retorno, solicitando que enviasse uma viatura da Guarda Municipal para buscar o conselheiro em um imóvel na rua Izamar, mas os guardas teriam ido ao local e não encontraram ninguém, segundo o registro.
Também teria sido tentado contato em números de celular informados, que davam caixa postal, e o telefone de plantão do órgão não atendia. Assim, a ocorrência foi registrada e o adolescente foi liberado sem ter sido acompanhado por ninguém.
