Cotidiano

Falta de sedativo no pronto-socorro de Birigui é denunciada à polícia por ex-vereador

Prefeito fez live nesta tarde e argumentou que o problema é consequência da pandemia e ocorre em outros os hospitais

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
07/03/21 às 21h24
Fermino Grosso foi à delegacia após visita ao pronto-socorro neste domingo (Foto: Reprodução de vídeo)

O ex-vereador José Fermino Grosso foi à polícia neste domingo (7) e registrou um boletim de ocorrência, devido à falta de medicamentos no pronto-socorro da cidade. O principal deles, segundo o ex-parlamentar, seria o sedativo.

No registro ele informa que após ser comunicado do problema esteve no pronto-socorro e foi informado que havia três pacientes entubados sem sedativo. Além disso, de acordo com a denúncia, outros 15 pacientes estariam na emergência com risco de serem entubados nas mesmas condições.

Fermino apresentou ainda uma lista com os nomes de outros medicamentos que estariam em falta, como Profenid, sulfato de magnésio, Trebutalina, Polissix, Etomidato, Fentanil, além do equipamento médico chamado espaçador.

Em falta

O prefeito de Birigui, Leandro Maffeis (PSL), fez uma live também neste domingo e confirmou que há medicamentos em falta no pronto-socorro, mas argumentou que o problema ocorre em outros hospitais, devido ao aumento da demanda por conta do agravamento da pandemia.

A live teve a participação do médico intensivista Otávio Augusto de Castilho, que é coordenador da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) geral da Santa Casa e do Hospital Unimed de Birigui.

Segundo o médico, na tarde de hoje os dez leitos de UTI covid da Santa Casa da cidade estavam ocupados e havia outros dois pacientes em tratamento intensivo no hospital aguardando vagas para transferência.

Ele explicou que se surgisse mais um paciente com necessidade de UTI, ele teria que permanecer no pronto-socorro, pois o hospital não teria como recebê-lo.

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Mini-hospital

O prefeito informou que diante do agravamento da pandemia, o pronto-socorro passou a funcionar como um “mini-hospital” , o que aumenta a demanda por medicamentos.

No caso de pacientes com covid-19, o uso de sedativo, por exemplo, chega a ser três vezes maior do que para um paciente comum, segundo o que foi informado na live. “Está muito difícil encontrar, devido ao aumento da demanda”, argumentou o médico.

Maffeis contou que chegou a buscar medicamentos para o pronto-socorro emprestado em Mirandópolis, onde o prefeito também é do PSL, e até em Mirassol.

Ele disse ainda que nesta segunda-feira (8) há previsão de ir buscar 4 mil ampolas de um medicamento em outra cidade, sem informar qual, para serem usadas no tratamento de pacientes em Birigui.

Diante desse cenário, tanto o prefeito como o médico alertaram que a única forma de tentar evitar problemas ainda maiores é a população respeitar a quarentena imposta pelo governo do Estado e evitar aglomerações para conter a transmissão do vírus.  

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