Cotidiano

Funcionários da limpeza do pronto-socorro de Birigui estariam com salários atrasados

São contratados de uma empresa terceirizada que presta serviço para a Santa Casa de Misericórdia de Birigui, investigada pela Operação Raio X; médicos teriam montado cestas básicas para ajudar os trabalhadores

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
20/11/20 às 20h35
Funcionários responsáveis pela limpeza no pronto-socorro de Birigui estariam com 2 meses de salário atrasados (Foto: Arquivo)

Funcionários responsáveis pela limpeza no pronto-socorro de Birigui (SP) estariam com dois meses de salário em atraso, segundo denúncia feita ao Hojemais Araçatuba. Eles são contratados de uma empresa terceirizada que presta serviço para a OSS (Organização Social de Saúde) Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Birigui.

A entidade é investigada na Operação Raio X, deflagrada em 29 de setembro, e que apura suposto desvio de dinheiro público da área da Saúde.

A informação obtida pela reportagem é de que nesse período, os funcionários dessa empresa não teriam recebido nem mesmo os tickets alimentação. Diante da situação, médicos teriam se sensibilizado e montado cestas básicas para doar aos trabalhadores, para que eles tenham como se alimentar até que a situação seja regularizada.

Ainda segundo o que foi apurado pela reportagem, a OSS Santa Casa de Birigui já teria contratado outra empresa, de Buritama (SP), para prestação do serviço de limpeza no PS. Além disso, teria se comprometido a pagar os salários em atraso na quinta-feira (19).

Mantém repasses

Questionada sobre o suposto atraso no pagamento dos salários dos trabalhadores que fazem a limpeza no pronto-socorro de Birigui, a Prefeitura informou que está realizando normalmente os repasses financeiros para a Irmandade de Santa Casa de Birigui.

"Informa, ainda, que já notificou a Irmandade de Santa Casa de Birigui para que a mesma tome providências com relação as empresas que estão sendo investigadas na Operação Raio X", informa a nota.

Com relação aos repasses feitos pelo município à OSS investigada, a Prefeitura informa que cabe à Santa Casa responder questionamentos sobre valores.

Hospital

O Hojemais Araçatuba telefonou para a Santa Casa de Birigui para se informar sobre o suposto astraso no pagamento desses funcionários e a contratação de outra empresa e foi orientado a mandar e-mail com a solicitação. Um e-mail foi encaminhado às 10h32, mas não houve resposta.

Foi feito um novo contato telefônico às 16h30, cobrando a resposta, que não chegou até às 20h35, quando essa matéria foi publicada.

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Preso

O Hojemais Araçatuba apurou que a empresa contratada pela OSS Santa Casa de Birigui para prestação dos serviços de limpeza nos locais onde mantêm contratos pertencem a Gilberto Ademir Granja. Ele está preso e responde a processo na Justiça de Penápolis por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a investigação, Granja emprestaria o nome para as empresas que na verdade seriam do médico Cleudson Garcia Montali, as quais assinavam contratos superfaturados com a OSS Santa Casa de Misericórdia de Birigui. Os valores desviados com esses contratos retornariam para Cleudson, apontado com suposto líder do esquema de desvio de dinheiro.

A reportagem apurou que mesmo após serem cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão relativos às investigações, Granja teria continuado cometendo os mesmos atos, por isso, foi decretara a prisão preventiva dele, cumprida durante a Operação Raio X.

Pará

Em 30 de setembro, um dia após ser deflagrada a Operação, o site Outras Palavras, na seção Outra Saúde, publicou matéria sobre a operação que foi realizada no Pará pela Polícia Federal, em decorrência da mesma investigação que resultou na Raio X.

A publicação informa que operação foi autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), por considerar haver indícios de participação do governo do Pará no “esquema criminoso especializado na fraude de licitações e desvio de recursos públicos da saúde”.

Nessa mesma matéria consta que Nicolas André Tsontakis, que foi preso e é considerado o operador financeiro do esquema no Pará, ganhou um carro avaliado em R$ 443 mil da empresa de Granja, que prestaria serviços à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Birigui e agora teria deixado de pagar os salários dos funcionários.

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