A ONG (Organização Não Governamental) Clube da Árvore, que no ano que vem completa 15 anos de fundação em Araçatuba, trabalha com ações de educação ambiental e mutirões de plantio.
De setembro até março, que é a época da chuva, voluntários realizam o plantio de 50 a 100 árvores por mês na cidade. A intenção, segundo o presidente, Leonardo Potje, é plantar em torno de 260 árvores até o final da temporada chuvosa. Além do plantio, a ONG faz o acompanhamento dessa árvore durante dois anos.
Quando acabam os mutirões, de março a setembro, o clube prepara as mudas na sede, que fica na rua Dona Amélia, dentro do bosque municipal. No entanto, as doações de mudas à população acontecem o ano todo. Basta entrar em contato pelo Facebook ou Instagram ou solicitar com um dos voluntários.
Sobre os plantios, Potje também explica que o georreferenciamento que está sendo feito em Araçatuba será uma ótima oportunidade para acompanhar áreas com mais déficits arbóreos no município e também mostrar áreas que estão propícias ao plantio.
A ONG também trabalha com educação ambiental. Um dos exemplos é o programa Sala Verde, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. O espaço foi inaugurado na sede este ano e a organização já conseguiu atender um público de cerca de 500 pessoas. O projeto, que é itinerante e pode percorrer escolas, tem como objetivo disponibilizar e democratizar o acesso às informações socioambientais e desenvolver atividades de educação ambiental. Além do programa, a organização também atua em iniciativas, como o Bombeiro Mirim.
Verdes ruas
O fotojornalista Angelo Cardoso, de Araçatuba, planta solidariamente árvores em calçadas. Para chamar a atenção, principalmente de comerciantes, criou há dois anos e meio a página Verdes Ruas (ou “ver o verde nas ruas”, como ele gosta de destacar), no Facebook, com o objetivo de compartilhar notícias sobre meio ambiente e incentivar o plantio, principalmente nas áreas comerciais, onde a arborização é mais precária.
No início, Cardoso, que contava com a ajuda de uma pessoa, fez várias ações e plantou em diversos lugares, incluindo em frente a estabelecimentos onde comerciantes não aceitavam árvores, afirma.
Segundo o voluntário, foi possível fazer com que muitos entendessem a situação para ter abertura ao plantio em ruas, como Marechal Deodoro, Chile e Aguapeí, e na avenida Mário Covas. As mudas que ele utiliza são tanto doadas pela Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, quanto por amigos e empresários.
