A grande quantidade de mortes que ainda é registrada diariamente no Estado de São Paulo é reflexo das festas de final de ano, segundo o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.
A afirmação foi feita por ele durante entrevista na tarde desta quarta-feira (10) no Palácio dos Bandeirantes, ao ser questionado por uma jornalista o por que de as mortes não caírem diante de um cenário de redução nos casos positivos e nas internações.
Ele explicou que o número de internações é atual, mas quando se avalia casos e óbitos, eles podem revelar períodos anteriores, que podem ser de até duas semanas com relação aos diagnósticos.
Crescimento
O secretário explicou que na primeira semana epidemiológica do ano houve uma circulação muito grande do vírus em decorrência das festividades de fim de ano e consequentemente a confirmação de muitos casos e um grande número de internações.
“Nós entendemos que muitas pessoas internaram nas UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) em estado de saúde muito graves e vieram a morrer nos últimos dias. Então isso ainda é um impacto das internações que tivemos no início do ano”, comentou.
Em Araçatuba, por exemplo, morreu na manhã desta quarta-feira um homem de 74 anos, que estava internado desde 16 de janeiro no Hospital Unimed Araçatuba, mantido em ventilação mecânica.
A queda nos casos e nas internações, de acordo com ele, é consequências das medidas mais restritivas do Plano São Paulo. Assim, o que a Secretaria de Saúde espera para as próximas semanas é que o índice de mortes também comece a cair.
