Cotidiano

Mortes em alta ainda são reflexos das festas de final de ano

Afirmação é do secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn; ele acredita que impactos da vacinação serão sentidos de 2 a 3 meses

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
10/02/21 às 20h06
Muitos pacientes estão internados há varios dias com quadro clínico grave em UTIs (Foto: Arquivo)

A grande quantidade de mortes que ainda é registrada diariamente no Estado de São Paulo é reflexo das festas de final de ano, segundo o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

A afirmação foi feita por ele durante entrevista na tarde desta quarta-feira (10) no Palácio dos Bandeirantes, ao ser questionado por uma jornalista o por que de as mortes não caírem diante de um cenário de redução nos casos positivos e nas internações.

Ele explicou que o número de internações é atual, mas quando se avalia casos e óbitos, eles podem revelar períodos anteriores, que podem ser de até duas semanas com relação aos diagnósticos.

Crescimento

O secretário explicou que na primeira semana epidemiológica do ano houve uma circulação muito grande do vírus em decorrência das festividades de fim de ano e consequentemente a confirmação de muitos casos e um grande número de internações.

“Nós entendemos que muitas pessoas internaram nas UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) em estado de saúde muito graves e vieram a morrer nos últimos dias. Então isso ainda é um impacto das internações que tivemos no início do ano”, comentou.

Em Araçatuba, por exemplo, morreu na manhã desta quarta-feira um homem de 74 anos, que estava internado desde 16 de janeiro no Hospital Unimed Araçatuba, mantido em ventilação mecânica.

A queda nos casos e nas internações, de acordo com ele, é consequências das medidas mais restritivas do Plano São Paulo. Assim, o que a Secretaria de Saúde espera para as próximas semanas é que o índice de mortes também comece a cair.

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Vacinação

Questionado sobre o reflexo da vacinação na pandemia, Gorinchteyn explicou que a partir da vacinação, principalmente na população mais vulnerável, que representa de 10% a 12% dependendo da região, em dois ou três meses deve ocorrer a diminuição nas internações e mortes.

“Esse será o primeiro panorama. Nós só vamos começar a ter uma diminuição da circulação do vírus e dos novos casos quando tivermos um maior número de pessoas de todas as faixas etárias imunizadas. É exatamente por isso que nós precisamos de vacinas, de muito mais vacinas de forma mais rápida”, disse.

Evolução

Também durante a entrevista, o governador João Doria (PSDB) informou que o Estado de São Paulo está vacinando contra a covid-19 num ritmo quatro vezes superior ao de confirmação de novos casos da doença.

"Desde o dia 17 de janeiro, quando iniciamos a campanha de vacinação, mais de um milhão e 50 mil pessoas foram vacinadas no Estado de São Paulo. Nesse mesmo período, entre 17 de janeiro e hoje, 260 mil novos casos de coronavírus foram registrados em São Paulo", disse.

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