Também foi num autoexame que a professora aposentada Luiza Quinalha Gomes, 77 anos, de Araçatuba, notou que algo estava errado com sua mama esquerda. Viúva e mãe de três filhos, ela conta que não foi fácil a aceitação. “Quando a gente descobre um negócio desses, a gente fica sem chão”, resume.
O tumor tinha menos de 1 centímetro, mas mudou completamente a vida de Luzia, que já tinha um histórico triste com a doença - a mãe dela morreu aos 54 anos, vítima do câncer de mama.
Mas ela precisava de forças para enfrentar esse obstáculo, pois é ela quem cuida do filho, hoje com 52 anos, que teve uma lesão no cérebro aos 25 anos após sofrer um acidente de carro que o deixou em uma cadeira de rodas. “Depois que meu marido faleceu, meus filhos casaram e ficamos nós dois.
Apesar do dano cerebral, ele entende o que está se passando e me ajuda. Ficou triste quando viu que eu perdi os cabelos, mas riu muito quando me viu de peruca, dizia que eu estava linda. Agora ele está feliz, porque meus cabelos cresceram, mesmo não sendo como antes”, conta, explicando que tinha cabelos loiros e agora os fios, ainda curtos, são grisalhos.
Foram 25 sessões de radioterapia e serão 18 de quimioterapia no total. “A quimioterapia me deixou muito mal, me derrubou. Fiquei acamada muito tempo, perdi 7 quilos. Agora estou nas sessões de reforço, mas estou bem, superando. Recebi muito apoio da família e de amigos e isso é muito importante”, conta.
Apesar de ter aberto mão de sua carreira para se dedicar aos cuidados com o filho, Luzia afirma que jamais deixou de se cuidar. Sempre fez exercícios, principalmente caminhadas, e cuidava da alimentação.
Hábitos
Agora, está ainda mais exigente. “As mulheres precisam se cuidar, manterem-se ativas e ter bom humor, porque faz bem. Praticar exercícios, fazer os próprios alimentos, fugindo das comidas prontas e observando principalmente a qualidade da água, que precisa ser alcalina”, aconselha. “O autoexame também é fundamental. Graças a ele eu descobri no início, o que aumenta as chances de cura”, completa.
