O paciente de 41 anos, de Birigui (SP), que conseguiu transferência para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa, morreu nesta quarta-feira (7). O homem estava em tratamento contra a covid-19 e teve parada cardiorrespiratória.
Uma liminar visando uma vaga em UTI da rede pública ou particular, em nome da vítima, chegou a ser concedida pela Justiça no dia 2 de abril. No mesmo dia, no período da noite, ele foi transferido para a UTI da Santa Casa.
Por meio da assessoria de imprensa, a Santa Casa informou que até segunda-feira (5) o hospital não havia sido notificado sobre a liminar e que a disponibilização da vaga ocorreu após uma pessoa que estava internada vir a óbito e não devido à ação.
A liminar notificava ainda o Hospital Unimed Birigui sobre o número de vagas no local, já que havia a informação que a unidade tinha leito disponível. Para o Hojemais Araçatuba , o Hospital Unimed disse que a UTI funcionava na segunda-feira (5) além da capacidade total.
Além disso, a ação oficiava município, Secretaria Municipal de Saúde, Fazenda do Estado e Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviço de Saúde) do DRS II (Departamento Regional de Saúde), que atende a região de Araçatuba, para que providenciassem uma vaga de UTI, independente de ser rede pública ou privada.
Estado grave
Antes da transferência, o paciente chegou a ficar internado no pronto-socorro municipal por oito dias, com mais de 90% do pulmão comprometido. Ele deu entrada no dia 25 de março e foi transferido no dia 2 de abril.
Ainda quando estava no PS, o paciente precisou da ajuda de familiares e amigos, que se uniram para arrecadar verba para adquirir medicamentos e bomba de infusão, que segundo relatos, estavam em falta na semana passada. Segundo o que foi apurado pela reportagem, em menos de quatro horas foram arrecadados R$ 10 mil.
Por meio de nota, a Prefeitura de Birigui informou que a falta de medicamentos é um problema em todo o Brasil devido à escassez de matéria-prima ou pela alta demanda e que, em algumas vezes, a própria família do paciente quer que o médico prescreva determinada medicação, fora dos padronizados pelo pronto-socorro. Por isso, acabam comprando à parte.
Confira a reportagem completa sobre o caso aqui ou no link abaixo
