O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve em Araçatuba (SP), no último sábado (27), num tradicional evento que reúne anualmente importantes nomes da pecuária brasileira.
Na oportunidade, foi questionado sobre a superpopulação de algas que atinge o rio Tietê na região de Araçatuba. O rio, que historicamente teve águas limpas e sem poluição, está verde e impróprio para banho e pesca.
Segundo Salles, o problema de tal contaminação deriva da má gestão das cidades no tratamento do esgoto. Para ele, com a aprovação da MP do saneamento, o setor passa a ser interessante para a iniciativa privada, o que facilita a privatização do tratamento, dando eficiência e diminuindo o problema ambiental.
“Os governos no Brasil não vão resolver sozinhos o problema do saneamento. Precisa ter o marco regulatório que traga o setor privado para fazer parte”, enfatizou o ministro, que é integrante do Partido Novo.
Para Salles, após a questão ser resolvida, é necessário a mobilização dos consórcios municipais, já que “não é possível que cada município tenha que ter a sua contratação individual”.
Tietê
Como grande parte da poluição do rio Tietê provém dos grandes centros, para o ministro, está claro que “o problema está nas cidades”.
No caso específico do Tietê, ele salienta que é necessário haver um monitoramento em “todas as cidades que estão ao longo do curso do rio e exigir que essas cidades tenham um serviço de saneamento contratado e que seja eficiente”.
Meio ambiente x agronegócio
Questionado sobre a relação entre o meio ambiente e o setor do agronegócio, que historicamente são tratados como antagonistas, Salles esclareceu que o mal relacionamento foi inflado por “militantes e ONGs”. Segundo o ministro, “os produtores rurais, incluindo aí os pecuaristas, são os maiores aliados do meio ambiente no Brasil”.
Citando como exemplo Araçatuba e o Estado de São Paulo, ele enfatizou que o problema está no meio urbano e não no campo. “Não há motivo para ter esse embate entre meio ambiente e agricultura”, finalizou Salles.
