O professor João Miguel Marinho Fornazieri, de Araçatuba (SP), comprou três impressoras 3D na época que cursava engenharia da computação. Os equipamentos eram utilizados para os trabalhos do curso, mas após se formar, os aparelhos ficaram sem função.
Com a pandemia do novo coronavírus, ele decidiu dar uma utilidade para as impressoras, fazendo parte de um movimento criado nas redes sociais que conclamam especialistas em informática, que tenham impressora 3D, a produzirem protetores faciais (protofaces) utilizados como equipamentos de segurança em hospitais, no atendimento de pacientes com covid-19.
Os protetores são um tipo de viseira, produzida em acrílico, utilizada como equipamento de proteção individual que profissionais da saúde usam em atendimentos, procedimentos e assistência diária em pacientes com doenças infectocontagiosas, informou a Santa Casa.
Com recursos próprios, o professor, que dá aulas no Senac Araçatuba, adquiriu os materiais necessários e passou a produzir as viseiras, que no mercado especializado são denominados de face shield.
Produção
Nesta segunda-feira (30), Fornazieri entregou um lote com 20 unidades que foram impressas em três dias. No mercado especializado, o preço de cada unidade varia de R$ 50 a R$ 200. Segundo ele, uma impressora 3D precisa de pouco mais de quatro horas para fabricar uma unidade.
“Sinto gratificado em poder oferecer essa ajuda ao hospital nesse momento crítico para saúde”. Animado com as funções que os equipamentos entregues terão nas rotinas de médicos, enfermeiros, técnico de enfermagem e fisioterapeutas, o professor está produzindo mais 30 protofaces, que deverão ficar prontas antes do final desta semana.
De acordo com a Santa Casa, as máscaras doadas já forma incluídas em kits de prevenção do pronto-socorro, isolamento e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Geral, unidades que estão atuando diretamente em casos suspeitos de covid-19.
O equipamento é utilizado em vários procedimentos, como por exemplo, coleta de material para análise, intubação e aspiração das vias respiratórias. A viseira cobre toda a face do profissional, protegendo-o contra gotículas de fluidos corporais que possam respingar durante os procedimentos.
A viseira é utilizada sobre as máscaras de proteção obrigatórias (cirúrgicas ou a N-95). O equipamento pode ser reutilizado várias vezes e por profissionais diferentes, necessitando que seja higienizado com álcool 70%.