Na véspera de ser anunciada a nova reclassificação do Plano São Paulo, o
Hojemais Araçatuba
fez um levantamento no site do Governo do Estado e verificou que entre as 17 regiões, a de Araçatuba percentualmente é a 5ª em aumento de casos e a 4ª em aumento de mortes entre 14 e 28 deste mês.
O período de 14 dias é a referência usada pelo Estado para fazer a reclassificação das regiões entre as cinco fases do Plano São Paulo.
A região do DRS-2 (Departamento Regional de Saúde) de Araçatuba está na Fase Amarela. A reclassificação seria feita no último dia 16, mas foi adiada para segunda-feira (30), dia seguinte à eleição nos municípios que tiveram segundo turno.
Se a reclassificação tivesse ocorrido na ocasião, havia grandes chances de Araçatuba ter avançado para a Fase Verde.
Casos
Desde o dia 14, que a véspera do primeiro turno das eleições, a região de Araçatuba passou de 21.282 casos para 22.271, aumento de 1.439 casos positivos de coronavírus, crescimento de 6,7%.
A região que mais teve aumento nos diagnósticos de covid-19 no período no Estado foi a de Presidente Prudente, passando de 15.033 para 16.340, aumento de 8,6%.
Já a com menor crescimento é a Grande São Paulo, que contava 531.536 casos confirmados de coronavírus e no sábado, tinha 538.294, aumento de 1,3%.
Imagem: Ilustração
Mortes
Com 40 mortes nesses 14 dias, o que representou aumento de 7,5% no período, percentualmente a região de Araçatuba só ficou atrás das regiões de Marília (aumento de 9,2%); Franca (8,3%), e Araraquara (7,6%).
A região que registrou o menor índice de mortes no período foi a de São José do Rio Preto. Até 14 de novembro, 1.906 pessoas haviam morrido com diagnóstico positivo para covid-19 na região, número que saltou para 1.974 neste sábado. Os 68 óbitos no período representam 0,05% de aumento.
Imagem: Ilustração
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Gabriel Monteiro lidera aumento de casos e Guararapes em mortes
O
Hojemais Araçatuba
também fez um levantamento com relação à evolução da pandemia na região de Araçatuba, mas nesse caso, comparando o período de 5 de novembro, quando foi ultrapassada a marca de 500 óbitos na região, até 28 de novembro.
Com relação aos casos, considerando todos os municípios da região, o maior crescimento foi registrado em Gabriel Monteiro, que teve uma variação de 48,5%, passando de 35 para 52 diagnósticos positivos.
O segundo lugar ficou com Mirandópolis, que saltou de 411 para 607, aumento de 47,6%. Nova Castilho foi a única região da cidade que não registrou novos casos de coronavírus no período, mantendo 21.
Já Nova Independência teve a menor variação, passando de 95 para 96, aumento de 1%.
Óbitos
Com relação aos óbitos, entre os cinco maiores municípios da região, a maior variação no período foi registrada em Guararapes, que tinha 7 mortes dia 5 e somava 10 no último sábado, aumento de 42,8%.
Penápolis vem em segundo lugar, com alta de 29% (de 31 para 40); Andradina com 20,4% de aumento (de 49 para 59); Birigui com 17% (de 88 para 103); Araçatuba, com 9,4% (de 174 para 190); e Valparaíso com 5,2% (de 19 para 20).
Agora, apenas Bento de Abreu e Rubiácea não tiveram óbitos de pacientes com covid-19 na região. Outros 24 municípios não registraram mortes no período de 5 a 28 de novembro.
Imagem: Ilustração
Internações têm maior peso na classificação do Plano São Paulo
A secretária do Desenvolvimento do Governo do Estado, Patrícia Ellen, explicou durante entrevista coletiva na última quinta-feira (26) no Palácio dos Bandeirantes, que a classificação das regiões no Plano São Paulo leva em consideração o número de casos, de óbitos e as internações, sendo que este último item tem maior peso, de acordo com ela.
“O maior peso são as internações e ocupação de leitos. Casos importam sim, óbitos também, mas é uma ponderação entre os três”,
explicou.
Segundo Patrícia Ellen, os últimos 28 dias até quinta-feira, com relação aos 28 dias anteriores, registrava estabilidade nas internações, aumento de 3% nos casos e redução de 23% nos óbitos.
“É importante fechar a semana no sábado (28), para ter duas semanas com dados estáveis. Temos que evitar futurologia, comparações indevidas, pois a nossa realidade é diferente da realidade Europeia",
argumentou.
Segunda onda
Ela foi questionada por um repórter sobre uma possível segunda onda da pandemia, como ocorre na Europa, e explicou que a realidade no Estado de São Paulo é bem diferente.
De acordo com Patrícia, países europeus estão registrando entre 30 e 50 casos a cada 100 mil habitantes por dia, enquanto em São Paulo, a média é de 12 casos a cada 100 mil habitantes diariamente, mesmo com a elevação registrada nas duas semanas anteriores, disse.
“Comparativamente falando, esses países da Europa estão vivendo uma realidade completamente diferente da nossa”,
afirmou.
Sem pânico
A secretária alertou ainda, que é preciso saber a diferença entre alerta e pânico e disse que é por isso que as autoridades têm o dever de passar as informações como elas são.
“Houve duas semanas consecutivas com aumento de internações no Estado, o que foi imediatamente comunicado. Mas os casos e óbitos, além da estabilidade do governo federal, agora apresenta redução na última semana em São Paulo”,
informou.