Duas falhas no transporte de estudantes da rede pública municipal em Araçatuba (SP) foram registradas nesta semana, ambos com estudantes moradoras no residencial Águas Claras.
No início da semana, uma criança subiu no ônibus errado e desceu em um ponto que não era o da casa dela. O caso foi denunciado pelo sindicalista Damião Brito, na página pessoal dele no Facebook, que isentou o motorista do ônibus de culpa, por não haver um monitor para acompanhar os alunos.
"O motorista não percebeu e não tem culpa, já que além de ter a obrigação de prestar atenção no trânsito, não tem monitores no ônibus escolares. Irei cobrar da Prefeitura o por que não tem monitores para auxiliar os alunos principalmente os da primeira série", escreveu.
Esquecida
O outro caso aconteceu na quarta-feira (13) e foi denunciado à polícia pelo pai da criança, que tem 6 anos. Ele relatou em boletim de ocorrência que a filha estuda na escola municipal Lauro Bittencourt, no Jardim TV, e utiliza o transporte escolar.
Segundo o pai da criança, a menina foi para a escola com o ônibus, no início da manhã, mas não voltou para casa com o veículo. Ao perguntar ao motorista sobre a menina, ele teria dito houve erro por parte da escola e que trabalha sozinho, sem ajuda de monitor.
Ainda de acordo com o pai, a mãe da menina foi até a escola e pegou a filha, que estava com os professores aguardando para ir para casa.
Prefeitura
Sobre esse caso, a Prefeitura emitiu nota informando que o ônibus utilizado pela estudante para voltar para casa tem uma monitora. Questionada, a profissional relatou que foi anunciado por duas vezes com uso de megafone que o ônibus havia chegado e todas as crianças que estavam no local combinado foram conduzidas até o veículo por ela.
Ainda de acordo com a Prefeitura, no ponto em que a criança deveria desembarcar, a mãe questionou a monitora sobre a ausência da filha dela e o motorista retornou à escola e levou a criança para casa.
"Enquanto permaneceu na escola, a criança não demonstrou insegurança e também não soube dizer porque não estava no local combinado no momento do embarque", cita a nota.
Por fim, a administração municipal argumenta que apesar do contratempo indesejado, em nenhum momento a segurança da criança foi colocada em risco, pois os profissionais da escola zelaram pelo bem-estar dela até o retorno do ônibus.
Equívoco
Sobre o primeiro caso, a secretária municipal de Educação, Silvana de Sousa e Souza, admitiu em entrevista no programa Cidade Aberta, da Rádio Cultura FM, que houve um equívoco, mas afirmou que o ônibus no qual a menina foi transportada tinha monitora.
"A gente entende o lado da família. É angustiante chegar e a criança não descer no local adequado, mas tem que entender o lado dos profissionais", comentou. Ela argumentou que por ser início de ano letivo, esses profissionais ainda estão conhecendo os alunos.
O ideal, de acordo com ela, é que tenha escola perto das casas dos estudantes, para que não seja preciso utilizar transporte, e afirmou que a administração municipal está trabalhando para isso.