Enquanto muitos ainda negam a existência do coronavírus, a pandemia já deixou muitos reflexos em Araçatuba (SP), principalmente na economia.
O boletim epidemiológico diário divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde na terça-feira (23) aponta que 28.217 pessoas que apresentaram sintomas da doença e tiveram materal coletado para exame. Desse total, 33% ou um terço teve o diagnóstico confirmado, totalizando 9.398 pessoas.
Como todos os casos notificados à Vigilância Epidemiológica são incluídos no sistema de Saúde do SUS (Sistema Único de Saúde), imediatamente essas pessoas, listadas como casos suspeitos, são colocadas em monitoramento e devem ficar isoladas até que seja confirmado o diagnóstico. Consequentemente, os que trabalham precisam ser afastados do trabalho.
Potenciais trabalhadores
Levantamento feito pelo
Hojemais Araçatuba
no site do governo do Estado aponta que 76% das pessoas diagnosticadas com coronavírus na cidade têm entre 20 e 59 anos, que são potenciais trabalhadores.
Com base nesse levantamento, é possível estimar que mais de 7.100 pessoas que poderiam estar trabalhando tiveram que ser afastadas das funções por pelo menos 14 dias por terem contraído covid-19 desde o início da pandemia.
Se esse percentual for estendido para os casos suspeitos, sobe para 21.144 pessoas nessa faixa etária que tiveram que ser afastadas das atividades e do convívio com as demais pelo menos até obter o resultado do exame.
Até recentemente levava até dez dias para ser divulgado o diagnóstico dos testes feitos na rede pública de saúde, período em que a pessoa precisa ficar afastada das atividades, mesmo que não esteja com a doença.
O maior grupo de infectados pelo coronavírus em Araçatuba tem entre 30 e 39 anos, somando 22,7% dos casos. Em seguida estão as pessoas na faixa etária de 40 a 49 anos, que somam mais 20,3%. De 20 a 29 e de 50 a 59 anos representam 16,5% do total cada.
Quem são
O levantamento aponta que as mulheres somam 56% dos casos positivos de coronavírus em Araçatuba e que os brancos são 73,2% dos infectados. Os pretos são apenas 2,9%.
O perfil muda completamente com relação aos óbitos. Nesse caso, os homens representam 59% e os pretos, 5,9% das mortes, somando dez vítimas de um total de 198, números atualizados às 16h de terça-feira (22).
Entre os pacientes que morreram, 24,7% tinham algum tipo de cardiopatia e 23,7%, diabetes. A relação de comorbidades lista ainda doença neurológica (6,5%); obesidade (5,1%); pneumopatia (2,5%); imunodepressão (2%); asma (1%); doença renal (1%); síndrome de Down (0,5%).