Formativas
Atuar na cultura no interior é mais difícil. Não é um caminho profissional que as pessoas olham e querem seguir. É por isso que a gente vem com as atividades formativas como um eixo da secretaria. De mostrar qual é o potencial de atuação dentro da cultura, da economia da cultura ou economia criativa. Dentro desse segmento, tem muitas possibilidades e é um dos campos que mais rentabilizam.
A gente tem se estruturado nesse sentido, para ter construção de projetos. Tanto é que a gente teve há pouco o primeiro Ciclo de Gestão Cultural, que é justamente para ter uma mentoria de projetos e transformar eles em uma ação. Esse ciclo é um programa em parceria com o governo do Estado e a nossa intenção é criar um ciclo municipal e de tempos em tempos a gente vai tendo essas ações com os artistas e produtores, para falar sobre como elaborar um projeto, como colocar seu projeto numa lei de incentivo, em editais, como fazer a captação de recurso e executar, e como prestar contas.
A nossa expectativa é até o final do ano que vem abrir umas três mil vagas em todos os cursos formativos, tanto para cursos fixos como para oficinas e workshops mais pontuais.
Geração de renda
No CEU das Artes, a gente quer iniciar cursos de arte e cultura, e geração de renda. Ainda mais agora, que os profissionais estão tendo que empreender para garantir seu sustento. Tem as atividades de tecnologia, que são por meio de computadores. Na biblioteca municipal a gente tem o AcessaSP e a informática no CEU das Artes. Juntando esses dois locais, temos 30 computadores. A intenção é começar no próximo mês um curso nesses dois locais, juntando parcerias. O primeiro curso que teremos é o de operador de computador, para as pessoas aprenderem o básico e coisas mais complexas, para que elas consigam trabalhar com isso.
Vamos começar a trabalhar também com cursos técnicos. Estamos estruturando e a expectativa é que a gente abra em janeiro o curso de técnico em teatro, que tentamos abrir no período da tarde, mas tivemos um problema com relação aos horários. E esse curso é justamente focado para trabalho.
Temos ainda na área de cinema o Pontos MIS, programa estruturante que dá um resultado muito positivo. Nós conseguimos trazer profissionais de referência para desenvolver atividades de fotografia, audiovisual, produção de vídeos. Esse é um nicho que está voltado tanto para o desenvolvimento da prática pela experiência quanto para o profissional. A gente atinge muitos profissionais do audiovisual.
Eventos
Além das formativas, temos o eixo voltado a eventos e lazer, que são atividades necessárias também. Temos os nossos grandes eventos e festivais. Nesta semana mesmo teremos a Festa da Agricultura e toda a verba que eles arrecadam volta para os produtores.
Em setembro, ocorre a Festa das Nações, reunindo todos os clubes de serviços, maçonarias. São mais de 18 tendas, com pratos específicos. Além de proporcionar experiência gastronômica, cada barraca direciona o lucro para uma entidade.
Nossa expectativa é expandir os festivais. Tivemos há poucos dias o Pérola Rock e fomos muito felizes na produção dessa edição. Ele acontecia só em um dia, depois passou para dois, e era realizado numa praça de bairro, mais restrito. Voltamos para o Parque do Povo, um local centralizado, para atrair famílias. E aí fomos surpreendidos. A gente viu que, por mais que seja rock, tinha todo tipo de público. A gente colocou uma praça de alimentação junto. Então o evento vai expandindo. A nossa intenção é que tenha bandas locais e regionais, e que tenha pelo menos uma grande atração para alavancar a visibilidade do evento.
O Flibi (Festival Literário de Birigui) é outro evento que entrou no calendário do município e já se consolidou. Nesse ano, estamos indo para a sexta edição e pretendemos continuar trabalhando com diversas linguagens. Então além da literatura, que é o carro-chefe, teremos outras atividades, como dança, teatro, contação de histórias. Porque é isso que possibilita o acesso das pessoas.
Diversificação
Birigui é diversificada. Ao mesmo tempo que a gente tem os bairros rurais com festas intensas, temos a cultura urbana, como a Festa de Rua. Em Birigui, temos movimentos independentes, que vão começando. A gente detecta esses movimentos e fortalece eles para que caminhem sozinhos. Temos nichos e a intenção é que eles cresçam de forma independente e juntos.
Hoje, a gente tem o potencial de sonhar junto. Atrair a galera dos conselhos, dos movimentos, das instituições, de dentro da Prefeitura. Porque as pessoas não têm culpa que não sabem o que é política cultural. Mas nós temos. Então eu, enquanto gestor, preciso ter um trabalho mais intenso. Tem arte para todo mundo, cultura para todo mundo.
Talvez você não goste de um espetáculo mais forte, mas talvez goste de levar o seu filho para ver o espetáculo O Pequeno Príncipe, por exemplo, ou leva-lo para fazer um balé ou aula de violão. Então, porque jogar pedra em algo que pode ajudar todo mundo?
