Cultura

Chefs de Araçatuba ensinam a fazer um típico lámen e seu caldo nutritivo

Município tem bastante influência da culinária asiática; em vídeo, as gastrônomas mostram o passo a passo desse prato popular no Japão e no mundo

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
05/09/21 às 15h30
Halana e Isabela (Foto: Reprodução de vídeo)

A cultura oriental sempre esteve presente na vida da gastrônoma Isabela Terçariol, de 24 anos, de Araçatuba (SP). A profissional já tem cinco anos de experiência em culinária e atualmente é chef de cozinha em um pub no município.

Isabela participa do projeto cultural Limoeiro 2k21, juntamente com a gastrônoma e chef Halana Yajima.

No vídeo ( confira abaixo ), elas compartilham uma receita de lámen, ou “ramen”, na forma japonesa de pronunciar o prato.

Apesar de ser uma iguaria popular no Japão, sua origem é chinesa; surgiu no fim do século 19 e se tornou mais conhecido no século 20, no Japão.

Após a Segunda Guerra Mundial, a população japonesa passou por grandes dificuldades. Com o lámen, os japoneses descobriram que poderiam se alimentar bem, rapidamente e usando poucos ingredientes (e até sobras). Foi assim que o prato ganhou o mundo e hoje também se tornou uma comida bastante consumida, inclusive, no Brasil.

Para quem não conhece, o lámen é um prato que tem como base o macarrão de trigo, ovo e é servido com um caldo rico em nutrientes. 

Em entrevista ao Hojemais Araçatuba , Isabela conta que escolheu o lámen com o objetivo de resgatar origens. Mesmo não tendo descendência asiática, destaca que sempre teve amigas com essa descendência e as primeiras comidas orientais que comeu, foram preparadas pelas mães dessas amigas.  

Camadas de sabores

Além do lámen ser considerado um “comfort food”, que é aquela comida carregada de lembranças familiares, que remetem à infância, Isabela quis abordar o caldo que acompanha a comida.

Segundo ela, é um caldo cheio de camadas de sabores e por isso é importante desmistificar o seu preparo. É possível, inclusive, congelar esse líquido nutritivo, fruto do cozimento de legumes e outros ingredientes, e ir utilizando em outros pratos em casa.

“As pessoas acham que é muito difícil e a gente trouxe a receita, que é para mostrar que não é nada disso. As pontas de cenoura, pedacinhos do osso do bife que você jogaria fora, tudo se aproveita. A gente trouxe essa provocação, no sentido das pessoas pararem de mistificar as coisas”.

(Foto: Reprodução de vídeo)

Influência oriental

Além dos restaurantes orientais, que são bastante populares em Araçatuba, Isabela também comenta que o município conta com outras influências da Ásia, principalmente do Japão.

Um dos pontos que a chef aborda é na época que os imigrantes japoneses chegaram ao Brasil, durante o ciclo do café. “Araçatuba não é um lugar propício para o café. Até as pessoas entenderam que o café de qualidade exige uma altitude, preparo da terra, aconteceu uma grande geada. Bem na época, ocorreu a imigração dos japoneses e eles foram os precursores, ensinando a gente a plantar. Ensinar o que daria para cultivar na nossa terra”.

Sendo assim, Isabela associa a gastronomia com a cultura e sente falta de as pessoas também terem consciência dessa associação.

“Isso nos levaria a um nível de consciência alimentar diferente, no sentido de consumo, escolhendo alimentos melhores. Na faculdade, o professor sempre dizia que a gente tinha que lutar junto com a indústria, para ter produtos de melhor qualidade. A gente tem que entender, compreender o que está a nossa volta. Se a gente é consciente, vai fazer a demanda por alimentos melhores. Isso me move muito, essa busca pela conscientização”.

Limoeiro 2K21

O vídeo com as chefs está disponível na programação do Limoeiro 2k21 ‘Ambiente Cultural On-Line’, uma plataforma que, na prática, funciona como um festival permanente de artes integradas com acesso livre e gratuito. Concebido pela Aruê! Arte, Cultura e Holismo, produtora em Araçatuba dirigida por Rafael Batista, o Limoeiro é realizado por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC Expresso LAB), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e do Governo Federal - Lei Aldir Blanc.

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