A Polícia Civil de Birigui (SP) esclareceu o homicídio de Francinaldo Batista Ferreira, 43 anos, cujo corpo foi encontrado na beira de uma estrada de terra, com sinais de estrangulamento, no início da manhã do dia 12 de julho.
A autoria do crime foi atribuída à viúva da vítima, uma mulher de 38 anos, que foi ouvida nesta sexta-feira (24) e confessou ter dopado e estrangulado o marido. Ela revelou ainda que contou com a ajuda de um amigo para desovar o corpo na estrada.
Conforme já divulgado, naquela manhã policiais militares comunicaram a Polícia Civil sobre um encontro de cadáver nessa estrada, que é um complemento da avenida Isaura Macarini Albani.
Durante a perícia foram constatados ferimentos no ombro direito de Ferreira, que também apresentava lesão no pescoço, provavelmente causada por cadarço ou fio fino semelhante. Havia ainda hematomas nos olhos e a cabeça da vítima estava com coloração arroxeada.
Próximo ao cadáver havia uma camiseta, um par de chinelos e um boné e a polícia foi comunicada do desaparecimento dos documentos pessoais e do celular da vítima.
Mal-estar
Um inquérito foi instaurado pela Delegacia do Município, predidido pelo delegado Eduardo Lima de Paula. Ouvida em declarações, a mulher inicialmente relatou que viveu por 23 anos com a vítima, da qual dependia financeiramente. Porém, alegou que o marido vinha apresentando mal-estar recente e recusara realizar exames médicos, antes de uma viagem que faria ao Nordeste.
Ainda de acordo com ela, na noite do sábado que antecedeu o encontro do cadáver, Ferreira teria se medicado por conta própria, ingerido bebidas alcoólicas e saído de casa a pé, por volta das 23h, para ir a um suposto churrasco.
Não voltou
Ainda de acordo com o que foi apurado, a viúva relatou que já depois de 1h da madrugada seguinte, um homem desconhecido teria batido na casa dela, conduzindo um VW Gol verde, e os dois teriam saído à procura do marido dela.
Eles teriam circulado com o carro por bares do bairro, na tentativa de localizá-lo, mas não o encontraram. Ela disse ainda que na manhã de domingo, procurou atendimento médico no pronto-socorro, por ansiedade, onde foi informada que um corpo havia sido encontrado. Nesse momento ela reconheceu os pertences do marido.
Segundo o que foi apurado, nesse primeiro momento a viúva negou participação no crime, porém, a polícia já suspeitava da possível participação da mulher na morte do marido.
Durante a investigação, foram obtidas imagens de câmeras de segurança, que apontaram a presença de um carro suspeito na garagem da residência do casal na madrugada do crime, tendo o veículo deixado o local justamente sentido à estrada onde o corpo foi encontrado.
